Lito Sousa: Como são escolhidos pacientes para tratamentos experimentais
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O piloto e influenciador Lito Sousa , 59, trava uma batalha para ser incluído em um tratamento experimental sobre a DCJ ( doença de Creutzfeldt-Jakob ), com a qual foi diagnosticado recentemente. A esposa dele, Mila Seidl , revelou na sexta-feira (21) que o marido já perdeu parte da capacidade motora nas últimas semanas, mas continua lúcido.
No domingo, o influenciador publicou um apelo nas redes sociais . No vídeo, Lito dirige-se à Ionis Pharmaceuticals, ao Broad Institute, à Universidade Harvard e à Mayo Clinic , pedindo sua inclusão urgente em tratamentos experimentais, dada a progressão rápida da DCJ. A condição neurodegenerativa rara e fatal não tem cura, e os tratamentos disponíveis se limitam a amenizar os sintomas.
"A família dele corre para incluí-lo em um ensaio experimental. Dois estudos poderiam ajudar, os detalhes estão na tela. Lito tem milhões de seguidores cujas vidas ele tocou de diversas formas. Incluí-lo nesses estudos lhe dará uma chance de lutar, ao mesmo tempo em que trará atenção global para a pesquisa", afirma no mesmo vídeo Ewandro Magalhães, especialista em comunicação internacional.
Lito quer participar de um estudo com o medicamento ION717, desenvolvido pela farmacêutica americana Ionis Pharmaceuticals, que poderia ajudar a frear o avanço da DCJ.
Nas redes sociais , os perfis da farmacêutica e dos locais dos estudos foram tomados por pedidos de brasileiros para que o influenciador receba o tratamento experimental.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha , disse que está em contato com a família de Lito. Mas, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não há pedidos para estudos clínicos sobre a DCJ no Brasil. As alternativas para o influenciador estão fora do país.
Os tratamentos experimentais costumam adotar critérios rígidos para definir os participantes. No entanto, estudos sobre casos raros e de rápido avanço, como o de Lito, podem usar estratégias diferentes, segundo especialistas.
Cada estudo clínico costuma adotar critérios específicos para definir os participantes. Isso pode incluir fatores como faixa etária, doenças previamente estabelecidas, estágio da enfermidade e outras características delimitadas pela equipe.
"O objetivo é selecionar pessoas para as quais o tratamento experimental faça sentido e possa ser avaliado com segurança", diz o neurologista Octávio Marques Pontes Neto, do departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) da USP.
A pesquisa precisa ser aprovada por um comitê de ética, que protege os direitos das pessoas que participam desses estudos científicos . No Brasil, são seguidas as regras da conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), e os estudos clínicos com o objetivo de registrar um medicamento precisam ser autorizados pela Anvisa .
"Se a pesquisa envolver seres humanos , necessita demonstrar critérios de riscos mínimos a essas pessoas.
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