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Novo 'Halo' leva símbolo do Xbox ao PlayStation em momento de crise

UOL Notícias ·
Novo 'Halo' leva símbolo do Xbox ao PlayStation em momento de crise

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Uma nave espacial sob cerco cai em um planeta mecânico em formato de anel, e um supersoldado precisa descobrir o que há por lá. Master Chief, o personagem-símbolo dos tempos áureos do Xbox, acorda, segue em frente e, milhares de alienígenas depois, só para nos créditos.

"Halo: Campaign Evolved", lançado em julho deste ano, é mais o segundo remake de "Halo: Combat Evolved", que estreou em 2001 junto do primeiro Xbox e ainda hoje é uma referência nos jogos de tiro em primeira pessoa.

É também o início de uma franquia que, por quase 25 anos, foi associada aos consoles da marca e agora chega pela primeira vez ao PlayStation.

Agora em gráficos 4K e com ray tracing, Master Chief repete sua exaustiva missão de combater alienígenas e desvendar os segredos por trás da estrutura. Além da atualização visual e das melhorias mecânicas, o que mais impressiona aqui é a capacidade que o jogo original já tinha de fazer muito com pouco.

Agilidade sempre foi sinônimo de "Halo", mas aqui o ritmo de ação também se beneficia do dinamismo trazido por "Doom" (2016) e suas sequências, hoje igualmente sob o guarda-chuva dos estúdios Xbox. O combate vai além do teste de pontaria, exigindo também equilibrar posicionamento, precisão e estratégia.

Avançar indiscriminadamente sobre as hordas alienígenas é tentador, mas nem sempre a melhor opção. Há um pequeno medidor de vida e outro, maior, de escudo, ambos sujeitos a recarga. Por isso, há uma tensão na necessidade de saber quando atacar e quando recuar.

A mesma contenção aparece na estrutura. São poucas missões, curtas e lineares, sem árvores de habilidades, sistemas de personalização nem dezenas de equipamentos. A campanha dura menos de dez horas e não precisa encher o mapa de tarefas para se justificar.

A variedade está nos próprios espaços. Pântanos, montanhas congelantes, praias, naves e estruturas futuristas se sucedem, cada um com identidade própria.

O remake potencializa esses tons individuais com novos efeitos de iluminação, texturas e animações, favorecidos após a mudança do motor de jogo para a Unreal Engine, da Epic Games . Trata-se de um avanço gráfico significativo quando comparado aos visuais lavados e cartunescos da segunda versão do jogo, o "Halo: Combat Evolved Anniversary" (2011), de Xbox 360.

Há missões claustrofóbicas, outras marcadas pela vastidão dos mapas e momentos de batalha aberta que remetem a "Tropas Estelares" (1997), mas distantes da ironia do filme de Paul Verhoeven.

Isso porque nem tudo envelheceu tão bem. Os personagens ainda carregam a ingenuidade de um blockbuster de videogame que ajudava a estabelecer as convenções dos videogames.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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