Lula ou Flávio? Você não deve esperar as eleições para se posicionar nestas ações, segundo a Kinea
A Kinea Investimentos já está montando a carteira para as eleições de 2026 — e não pretende esperar o resultado das urnas para decidir onde colocar o dinheiro.
A estratégia da gestora, que tem mais de R$ 155 bilhões em ativos sob gestão, é montar uma carteira com duas cestas complementares de ações .
A primeira frente serve para atravessar a indefinição eleitoral sem depender de uma virada do cenário macroeconômico.
A outra busca capturar uma eventual reprecificação caso apareça um sinal concreto de controle fiscal e o juro real de longo prazo recue.
Na conta da gestora, uma queda de 1 ponto percentual (p.p) no juro real de longo prazo poderia elevar em 10% a 15% o valor presente das ações.
É aí que está o ponto central da tese.
Para a Kinea, a bolsa brasileira parece barata em quase toda métrica tradicional, mas o desconto não está necessariamente nas empresas.
Está nos juros.
O Ibovespa negocia perto de 8 vezes os lucros projetados, abaixo da média histórica, de aproximadamente 10 vezes.
Ao mesmo tempo, o investidor consegue encontrar títulos públicos atrelados à inflação (NTN-Bs) com remuneração próxima de 8% acima da inflação no longo prazo.
Nesse cenário, simplesmente comparar o múltiplo atual da bolsa com a média histórica pode ser uma armadilha, afirma a gestora.
“A bolsa está barata em relação a quê? Ao passado, quando o custo de capital era outro? A países que crescem lucros a taxas que não entregamos há uma década? Ou ao que o cliente tem na outra ponta da mesa: um título público que paga mais de 7% acima da inflação por 30 anos, sem precisar acertar um setor, uma empresa ou um trimestre?”, questiona a Kinea.
A provocação faz parte do novo Kinea Insights , “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, no qual a gestora usa a obra de Douglas Adams para discutir por que a bolsa brasileira continua negociando com desconto — e como o investidor pode se posicionar antes de saber qual será o rumo da política econômica após as eleições.
Kinea: o que pode acontecer com a bolsa se os juros caírem A eleição é vista pela Kinea como um divisor de águas para o juro longo e, consequentemente, para os preços dos ativos.
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