Criminosos investem milhões em sites 'abandonados' para espalhar golpes e vírus
Golpistas encontraram um atalho para espalhar programas maliciosos e atrair vítimas a partir de endereços da internet que parecem familiares e seguros.
Um levantamento da empresa de inteligência em cibersegurança Infoblox revelou, na semana passada, que cibercriminosos compram domínios vencidos para herdar o histórico de navegação, a reputação positiva e o tráfego de antigos donos legítimos.
Durante o primeiro semestre de 2026, cerca de 50,4 mil endereços de terminações genéricas, como “.com”, foram registrados novamente a cada dia após a perda de validade.
Quando somadas as extensões de países, a média sobe para cerca de 65 mil novos cadastros diários.
O volume representa quase 20% do total de registros feitos diariamente no mundo, o que significa que um em cada cinco sites recém-adquiridos já teve um proprietário anterior.
“Esses domínios podem ser particularmente interessantes, até perigosos, porque herdam a reputação e por vezes conexões de sua vida anterior”, destacou a Infoblox, em relatório .
A empresa explicou que filtros de segurança e sistemas de proteção costumam tratar endereços antigos com mais confiança do que registros totalmente novos, brecha que os invasores exploram com frequência.
Perda de validade e leilões de sites Um endereço perde a validade por motivos simples, como o encerramento de um negócio, a troca de funcionários responsáveis pelos cadastros ou o esquecimento de pagar a taxa de renovação anual.
Plataformas como GoDaddy , Namecheap e DropCatch.com rastreiam essas datas e promovem leilões públicos para quem der o maior lance assim que o prazo de carência chega ao fim.
A prática atrai investidores e pesquisadores de segurança, porém abastece, ao mesmo tempo, quadrilhas.
Entre os grupos identificados no estudo está o Sable Squirrel, que gastou cerca de sete milhões de dólares na compra de mais de dez mil domínios expirados.
Com base de operações ligada ao Vietnã, o grupo usou os endereços antigos para erguer redes ilegais de transmissão esportiva e atrair usuários para apostas e programas espiões.
Na lista de compras do grupo estavam páginas abandonadas de antigas empresas de tecnologia, iniciativas de saúde e até marcas de cosméticos.
Mais de 31 mil amostras de vírus e softwares de espionagem operaram conectados a essa infraestrutura.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.