Contrato da Santa Casa estourou R$ 241 mil sem aditivo para serviços de cobrança
Um contrato de R$ 2,16 milhões ao ano para serviços de gestão, controle de inadimplência e emissão de boletos da Operadora Santa Casa Saúde acabou custando bem mais do que o papel previa.
Registros contábeis analisados pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) apontam que a empresa Duarte Soluções Creditícias recebeu, na prática, R$ 2.401.837,10.
A diferença de R$ 241.837,10 a mais foi paga sem que houvesse nenhum termo aditivo formalizado ou apresentado ao Conselho Fiscal da instituição para justificar o estouro no orçamento.
Esse pagamento extra sem respaldo legal não é um caso isolado, mas sim uma pequena engrenagem de uma sangria financeira muito maior revelada pela Operação Antidotum e retratada aqui pelo Campo Grande News .
Segundo detalhes do pedido de prisão e busca e apreensão do Gecoc à Justiça, os R$ 241 mil a mais somam-se a uma fatura pesada.
Em 2025, a mesma empresa e o grupo ligado ao advogado Paulo da Cruz Duarte abocanharam mais de R$ 9,6 milhões da operadora.
Tudo isso aconteceu enquanto o plano de saúde acumulava um rombo de R$ 3,55 milhões.
Além da gestão e cobrança, a mesma empresa cobrou por serviços de publicidade (R$ 96 mil) que se misturavam com faturas de outras gráficas investigadas, além de comissões milionárias.
Assim como aconteceu com o estouro nos valores de cobrança, a investigação mostra que a regra da gestão era sonegar documentos, omitir relatórios e esconder dos órgãos de controle para onde ia o dinheiro.
Para os investigadores, esse tipo de gasto inflado e sem controle era a forma usada para drenar os cofres da Santa Casa em benefício de um grupo particular, enquanto a instituição de saúde afundava em dívidas.
O espaço segue aberto para a defesa dos envolvidos.
Desde a última sexta-feira o Campo Grande News tenta contato com as defesas dos envolvidos para saber sua posição sobre as denúncias e segue com espaço aberto para respostas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.