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Black Pantera reforça ancestralidade e resistência por novos caminhos em “Continental”

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Black Pantera reforça ancestralidade e resistência por novos caminhos em “Continental”

Texto por Fabrício Araújo (@orockeiroparaense) Com mais de doze anos de estrada e oriundo de Minas Gerais, um dos grandes celeiros do rock e do metal brasileiro, o Black Pantera chega ao álbum Continental evidenciando maturidade e um ótimo momento de sua trajetória.

Em seu quinto álbum de estúdio, Charles Gama (guitarra e voz), Chaene da Gama (baixo) e Rodrigo “Pancho” Augusto (bateria) apresentam treze faixas que condensam aquilo que há de mais reconhecível na identidade da banda: peso, conteúdo e mensagens emergenciais, necessárias.

O Black Pantera consegue ser inovador, ampliando seus horizontes, apresentando versatilidade e consistência em um álbum coeso do início ao fim.

Algo que sempre me chamou a atenção na banda é que o peso da música não se restringe à sonoridade, mas também se direciona às mensagens que são jogadas em nossa cara de forma direta e com a raiva que um cenário desigual e racista pode gerar.

O trio mineiro é fiel à sua proposta com músicas que abordam racismo, ancestralidade, resistência, desigualdade e identidade negra.

Continua após o vídeo Black Pantera estimula a consciência crítica em Continental A faixa-título abre o álbum da melhor forma possível.

“Continental” é veloz, pesada e tem aquele tipo de refrão que já nasce com para ser gritado em coro! A inserção do trecho de uma entrevista de Milton Santos , geógrafo e intelectual brasileiro, enriquece a proposta do Black Pantera que, para além da música, sempre almeja estimular uma consciência crítica.

Na sequência, “Serotonina” mantém a velocidade e música no talo e traz a primeira participação especial do álbum, a rapstar Duquesa .

Embora a participação seja breve, a artista tem uma contribuição muito significativa com um trecho poderoso que engrandece a composição.

Em seguida, “Hórus” desacelera um pouco o ataque e trabalha uma sonoridade mais cadenciada.

Hórus, inclusive, é o deus da mitologia egípcia associado aos céus, à realeza e à proteção.

Segundo o mito, Hórus entrou em conflito com Seth pela sucessão de Osíris e teve um de seus olhos feridos ou arrancado.

Posteriormente, o olho foi restaurado e o “Olho de Hórus” passou a simbolizar proteção, e é neste sentido que caminha a letra dessa música, fazendo uma abordagem que sinaliza o sincretismo religioso.

Aqui, o Black Pantera denuncia o racismo que se expressa não em palavras, mas em olhares: “Todos os olhos em mim”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tenhomaisdiscosqueamigos.com — o conteúdo pertence a Tenho Mais Discos Que Amigos.

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