São Paulo joga muito mal e ganha muito bem
Pois eis que foi para o intervalo no Morumbi ganhando do dominante Bragantino por 2 a 0, gols de Luciano e Gustavo Santana, frutos de pênalti imbecil do ex-corintiano Pedro Henrique, aos 13 minutos, e de passe dado por Juninho Capixaba, de cabeça, para o jovem centroavante adversário, aos 49, depois de cobrança de escanteio.
Não, o São Paulo jogava mal, apenas com 38% de posse de bola em sua casa.
Mas finalizara oito vezes contra apenas quatro do Braga, três no gol, contra nenhuma do rival, e obtido seis escanteios contra três.
Tão preciosos que, para defendê-los, Dorival Júnior passou 20 minutos no vestiário antes de devolver o Tricolor para o segundo tempo.
Quando o jogo completou uma hora, nem o São Paulo parecia interessado em fazer mais gols, nem o Bragantino em reagir.
Aí, mais de 35 mil torcedores resolveram aumentar o volume e o São Paulo passou apertar, fazendo Tiago Volpi trabalhar.
Aos 35 a competição era para ver quem conseguia mais escanteios: os anfitriões venciam por 9 a 7.
Sem muito o que fazer, a torcida acendia os celulares e iluminava o estádio.
Danielzinho e Artur saíram e Ferreirinha e Djhordney (que nome!) entraram aos 38.
Djhordney é Ferreira no sobrenome, mas como já tem um no São Paulo, ficou assim mesmo.
O são-paulino teve de sofrer nos sete minutos de acréscimos porque Fernando fez 1 a 2, aos 45.
Sofreu, diga-se a bem da verdade, mais por hábito que por necessidade, porque não correu risco de empate, que seria o fim da picada e injusto.
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