Primárias democratas expõem racha entre esquerda e centro antes das eleições de meio de mandato nos EUA
À medida que se aproximam as eleições de meio de mandato, em novembro, o conflito interno – que se repete em diferentes estados dos Estados Unidos – deverá definir o rumo de um partido que busca a melhor maneira de se opor ao presidente Donald Trump.
Em Minnesota, estado tradicionalmente democrata, com seis milhões de habitantes e situado na fronteira com o Canadá, a indicação democrata para uma vaga no Senado ficou com Peggy Flanagan, candidata da ala esquerda.
Ela obteve uma ampla vitória, com 59% dos votos contra 39% de sua rival moderada, Angie Craig, apoiada pelas lideranças do partido, segundo as projeções da imprensa após a apuração de quase todos os votos.
Em Wisconsin, onde a primária decidia o candidato ao cargo de futuro governador, o centrista David Crowley, por outro lado, superou por margem mínima a candidata da ala esquerda, Francesca Hong, que era a grande favorita nas pesquisas antes da votação.
Crowley venceu por menos de meio ponto percentual: 39,8% dos votos contra 39,4%, segundo projeções da CNN, CBS e NBC após a apuração de 98% dos votos.
A candidata de esquerda vitoriosa em Minnesota recebeu rapidamente o apoio de sua rival para a eleição ao Senado em novembro.
Diante de seus apoiadores, Peggy Flanagan, de 46 anos, vice-governadora de Minnesota, destacou que os eleitores terão pela frente uma “escolha fundamental”: “saber se nosso governo serve à maioria ou ao dinheiro”.
“Dou a ela meu apoio total”, escreveu Angie Craig na rede social X, elogiando seu compromisso “admirável”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rfi.fr — o conteúdo pertence a RFI Brasil.