Guia prático para entender o julgamento do STF nesta terça (parte 2)
Continuação da parte 1 Prolegômenos Na coluna de ontem, detalhei cronologicamente os últimos acontecimentos que desencadearam o julgamento de hoje.
Iremos assistir a um debate sobre fatos lamentáveis.
Boa parte deles já incontroversos.
O sentimento de perplexidade é comungado por eleitores de esquerda e de direita — óbvio, cada um à sua maneira.
Mas, creio, todos compartilham da tristeza em ver um pecado que, em gênero, é comum: algumas autoridades colocaram seus interesses pessoais acima do interesse público.
E o produto disso é um lamaçal que ainda iremos descobrir se é apenas feio ou se é também criminoso.
Mas que fique claro: o que estará em julgamento são agentes públicos, e não instituições.
O Supremo Tribunal Federal está acima disso tudo e seguirá com sua relevância à salvaguarda do regime democrático.
Ruim com ele? Pior sem ele.
Além disso, é importante que não se crie a falsa percepção de que o que será debatido hoje resuma o escândalo.
Longe disso, a sessão do STF será apenas o recorte vertical de uma das multifacetadas estratégias de Vorcaro para sobreviver a uma crise já escalonada.
O fundamental é percebermos que essa crise envolveu muitos outros players .
Cada um foi cooptado em momentos e demandas distintas.
Vou denominar essas etapas de “fases”, mas elas não são propriamente delimitações temporais sucessivas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.conjur.com.br — o conteúdo pertence a Consultor Jurídico.