Esquerda, com Sánchez e PSOE, aparece liderando na Espanha na 1ª pesquisa CIS
De ALICANTE, Espanha | Enquanto a extrema direita e forças conservadoras avançam em diversos cantos do globo, conquistando espaço com discursos inflamados e pautas identitárias, a Espanha apresenta um contraponto político expressivo.
No primeiro levantamento conduzido pelo Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS) após os recentes desdobramentos da crise de moradia no país, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) reaparece na liderança das intenções de voto.
Alavancado pela condução do presidente do governo, Pedro Sánchez, o bloco progressista demonstra uma resiliência singular no cenário internacional, mantendo um canal direto com os anseios populares no momento de maior tensão social do mandato.
Pelo menos é o que mostra este levantamento, de fato, bastante diferente de outros realizados por institutos privados.
A nova sondagem aponta que, se o pleito antecipado de 29 de novembro ocorresse hoje, o PSOE alcançaria 34% da preferência do eleitorado, abrindo uma folgada vantagem de quase 12 pontos percentuais sobre o conservador Partido Popular (PP), que despencou para 22,2%.
A erosão do PP reflete diretamente o descontentamento público com a derrubada dos decretos de proteção à moradia no Congresso, medida barrada pela oposição conservadora, e com o desgaste decorrente da crise imobiliária.
Por sua vez, a extrema direita representada pelo Vox aparece com 17,1%, consolidando-se como terceira força, mas sem atingir a tração avassaladora que grupos ultraconservadores vêm registrando em outras nações europeias e nas Américas.
A composição da esquerda é completada pela Frente Ampla (antigo Sumar), com 6,1%, e pelo Podemos, com 3,1%.
Barômetro CIS (Outubro) PSOE (Socialistas): 34,0% (+ 3,0 pts) PP (Conservadores): 22,2% (- 3,3 pts) Vox (Extrema Direita): 17,1% (+ 0,5 pts) Frente Ampla (Sumar): 6,1% (+ 0,4 pts) Podemos: 3,1% (- 0,6 pts) P eso social do caso Maricarmen Abascal O estopim para a mobilização de massas e para a guinada no debate público foi o trágico desfecho do caso de Maricarmen Abascal.
Aos 87 anos, a idosa foi brutalmente despejada do apartamento no bairro de Retiro, em Madri, onde viveu por mais de sete décadas.
O imóvel, negociado com um fundo de investimento, tornou-se o epicentro de uma batalha judicial de quase sete anos.
Mesmo recebendo sua aposentadoria e mantendo os pagamentos em dia, a idosa não resistiu à pressão financeira e às tentativas reiteradas de remoção promovidas pelos novos proprietários.
A expulsão de Maricarmen comoveu a Espanha e gerou uma onda instantânea de indignação social.
Acampamentos ocuparam a Puerta del Sol e praças em várias cidades, culminando na convocação de uma greve geral pelos sindicatos UGT e CCOO.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.