Aos 16, eles vendiam milhas; hoje, miram R$ 1,2 bi com empresa que atende viajantes de ponta a ponta
Gianlucca Nahas e Marco Fragali, fundadores da FlyBy: 'Ou você agrega mais serviços ou expande para outros países. No nosso caso, fizemos os dois' (Divulgação)
O turismo brasileiro faturou R$ 185 bilhões entre janeiro e outubro de 2025, segundo levantamento da Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor cresceu 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Antes de o país bater recorde de faturamento, os amigos de infância Gianlucca Nahas e Marco Fragali decidiram apostar, em 2017, na venda de milhas para a compra de passagem. O negócio chamou atenção e cresceu antes mesmo de os empreendedores completarem o ensino médio.
O que começou como uma experiência na adolescência virou uma empresa – a FlyBy , que se estruturou ao longo dos anos. Hoje, o negócio funciona como uma agência de viagens, oferecendo passagens aéreas, hospedagem, serviços turísticos e gestão de viagens corporativas.
“Acrescentamos serviços ao negócio para continuar crescendo e, hoje, atendemos o cliente de ponta a ponta”, diz Gianlucca Nahas.
Em 2022, a FlyBy faturou R$ 118 milhões . Para 2026, a previsão é alcançar R$ 1,2 bilhão — um crescimento de cerca de 917% em quatro anos.
Aos 16 anos, os amigos de infância Gianlucca Nahas e Marco Fragali começaram um negócio de maneira despretensiosa. A inspiração veio do pai de Gianlucca.
“Meu pai é médico e sempre viajou muito para congressos. Quando eu era pequeno, ele sempre me pedia ajuda para comprar as passagens, pois achava muito caro. E eu sempre pesquisava para encontrar as melhores opções para ele”, diz.
Até que um dia um desafio maior apareceu: o pai queria viajar para a Itália, mas a passagem custava R$ 20 mil. Foi quando Gianlucca teve o insight que se transformaria em negócio. Lembrou que o tio estava com milhas prestes a expirar e perguntou se ele toparia vendê-las para o irmão.
“Um ficou feliz porque pagou mais barato, outro porque recebeu dinheiro. Eu pensei: quantas pessoas acumulam milhas e não sabem como usá-las?”, lembra Nahas.
Ele compartilhou a ideia com Marco Fragali, que sugeriu cadastrar as milhas das amigas de sua avó, que, apesar de acumularem pontos no cartão de crédito, não sabiam como utilizá-los.
As primeiras 30 mulheres cadastradas tinham, juntas, cerca de 10 milhões de milhas.
O modelo funcionava como um marketplace: a empresa cadastrava pessoas interessadas em vender milhas e outras que buscavam passagens mais baratas. Quando encontrava um comprador, usava as milhas de um dos cadastrados para emitir a passagem e, com o pagamento recebido do cliente, remunerava o proprietário dos pontos.
O modelo, que era novidade na época, chamou atenção. Muitas vezes, os dois ofereciam vendas pelo colégio e a FlyBy cresceu.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.