Fim da 6×1: como funciona a escala de trabalho em outros países?
O senado aprovou, na quarta-feira (14), a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários.
Com isso, a PEC agora segue para promulgação em sessão conjunta do Congresso Nacional.
A mudança de leis trabalhistas não ocorre apenas no Brasil.
Somente em 2026, três outros países da América Latina discutiram a carga horária de trabalho ou formalizaram novas escalas.
No México, uma emenda na Constituição aprovou uma redução de 48 para 40 horas semanais, que passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027.
Embora a nova carga horária se assemelhe com a discussão do Brasil, não houve o fim da escala de 6×1 neste caso.
Ainda fica permitido seis dias seguidos de trabalho, desde que a divisão horária respeite o novo limite imposto.
O Chile também aprovou uma redução de 48 para 40 horas semanais, com transição que começou em 2024 e será concluída em abril de 2028.
Ao fim da transição, a jornada de trabalho poderá ser distribuída em no mínimo 4 dias de serviço e no máximo 6.
A jornada diária não poderá ultrapassar 10 horas.
A flexibilidade permitirá que empresas optem por fazer uma escala 4×3 ou 6×1, desde que respeitem a carga horária máxima diária e semanal.
Em 2021, a Colômbia reduziu a jornada de 48 para 42 horas semanais, com um período de transição que se encerrou em junho de 2026.
A jornada máxima permitida ainda é a 6×1.
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