Harvard vende curso de US$ 699 ministrado por clones de IA de seus professores
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Acabei de iniciar uma videochamada com um sócio-geral de uma empresa de capital de risco. "Quando estiver pronto, pode começar sua apresentação", diz ele.
Como parte de um experimento jornalístico, estou fazendo o papel de um fundador de startup irremediavelmente delirante. Enquanto detalho meu plano de criar um "Uber para bananas", seu sorriso calmo e educado não se altera. Tampouco mudam as pequenas sombras projetadas pelas dobras de sua camisa. Seus ombros oscilam levemente para a frente e para trás —e com uma regularidade um pouco excessiva. Isso porque, embora pareça que estou conversando com Jeff Bussgang, cofundador da Flybridge Capital e professor sênior da Harvard Business School, na verdade estou falando com seu avatar de vídeo gerado por IA.
Quando converso com o verdadeiro Bussgang —que, assim como sua versão de IA, não fica impressionado com minha ideia de entregar bananas mais rapidamente—, ele admite que a simulação é pelo menos um pouco "assustadora". Mas acrescenta: "Meus alunos adoram".
Bussgang é um dos vários professores da Harvard Business School que se ofereceram para ajudar a criar clones de inteligência artificial de si mesmos para um novo curso intensivo de empreendedorismo com duração de oito semanas, chamado HBS Foundry. Harvard testou o produto, que custa US$ 699 (cerca de R$ 3.600), com mais de cem universidades em 50 estados dos EUA .
O Foundry conduz os participantes por uma estrutura para a criação de uma empresa, desde o refinamento da ideia até sua apresentação a investidores e clientes. Além do conteúdo da Harvard Business School, seu espaço de trabalho virtual inclui uma comunidade de colegas e acesso a agentes de IA —alguns deles destinados a "representar" os instrutores. O programa também oferece simulações de videochamadas para praticar apresentações, reuniões de vendas e reuniões de conselho com avatares de IA dos instrutores, como o de Bussgang.
Fundadores experientes, investidores e professores da Harvard Business School conduzem sessões semanais ao vivo, mas a finalidade do portal online é orientar os alunos no uso de recursos de IA e do conteúdo da escola de negócios para criar uma startup.
A instituição pretende usar o Foundry para ampliar sua oferta muito além dos cerca de 900 alunos de MBA que admite a cada ano. Nesse sentido, o programa é uma espécie de estudo de caso para empresas que enfrentam um problema semelhante: consultorias como a PWC, escritórios de advocacia e, em pelo menos um caso, uma igreja também estão testando maneiras de usar a IA para expandir seus serviços muito além da capacidade de trabalho de seus profissionais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.