VALE3: Ações da Vale caem com minério de ferro e corte de expectativas por Goldman
Os papéis da Vale ( VALE3 ) caem na manhã desta terça-feira (27), após alta no pregão do dia anterior.
As ações da mineradora acompanham a oscilação negativa do principal contrato de minério de ferro negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian na China, que chegou a seu nível mais baixo em mais de dois anos.
A demanda por aço enfraqueceu sazonalmente, com margens persistentemente estreitas limitando a produção de metal quente, enquanto a oferta de minério deve aumentar no quarto trimestre, prejudicando o sentimento do mercado e levando os preços do minério a uma queda, de acordo com Jiang Mengtian, analista da consultoria Horizon Insights.
Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa tem sessão volátil após tombo com reeleição de Lula Bolsas dos EUA avançam de olho em balanços e decisão sobre juros A produção de metal quente costuma ser um indicador da demanda por minério de ferro.
O consumo de aço normalmente se contrai no quarto trimestre, já que as baixas temperaturas na região norte dificultam as obras ao ar livre.
O movimento da mineradora também é correlacionado com o patamar do dólar, que hoje cai a R$ 5,35, com menos 0,85% às 11h55 (horário de Brasília).
No pregão desta segunda, a companhia fechou com alta de 4%, a R$ 64,38, justamente pela forte alta da moeda em relação ao real.
Para algumas casas de análise, como é o caso do JPMorgan, há uma desconexão entre os fundamentos da mineradora e o desempenho recente das ações.
A análise destaca que a resolução do acordo envolvendo Mariana eliminou uma das principais incertezas que pesavam sobre a companhia, enquanto os negócios seguem apoiados por produção consistente e redução de custos.
Queda de expectativas para 3º tri A mineradora divulga seus resultados após o fechamento do mercado nesta quinta-feira (29).
O Goldman Sachs divulgou, nesta terça, relatório com visão para expectativa de lucros.
O banco estrangeiro reduziu suas expectativas de lucros em aproximadamente 15% no segundo semestre de 2026 e em 9% para 2027, refletindo custos mais elevados, além de preços e volumes menores.
Os analistas veem um cenário mais desafiador para a Vale nos próximos trimestres, com pressão tanto do lado dos custos quanto das receitas.
Entre os principais fatores estão os preços mais elevados do diesel e do frete, que tendem a encarecer a produção, embora parte desse impacto possa ser compensada pela valorização do dólar frente ao real.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.