Prefixados do Tesouro caem até 49 pontos-base após recorde, mas IPCA+ longos sobem
O Tesouro Direto ainda não liberou as negociações nesta terça-feira (27), em meio à forte volatilidade do mercado, mas a expectativa é de taxas em queda.
Os juros futuros operam em queda nesta manhã, depois da disparada de segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o Tesouro Nacional voltou a intervir no mercado.
Por volta das 9h10, os contratos de juros futuros de prazo mais longo recuavam cerca de 8 pontos-base, depois de subirem mais de 200 pontos-base na véspera.
O dólar também cedia e chegou a cair 1,52%, a R$ 5,320, depois de fechar a segunda em alta de 8,25%, a R$ 5,403.
Às 9h22, o Tesouro cancelou o leilão de LFT , atreladas à Selic , previsto para esta terça.
Era a única oferta de venda que restava na semana, já que os leilões de NTN-B e de prefixados foram cancelados na segunda.
O órgão também anunciou uma nova recompra de NTN-B, títulos atrelados à inflação , com vencimentos em 2030, 2035, 2040 e 2045.
É a terceira recompra desde a eleição.
Na segunda, o Tesouro recomprou 8,4 milhões de NTN-F, papéis prefixados, em operação de cerca de R$ 7,1 bilhões.
À tarde, comprou de volta cerca de 1,76 milhão de NTN-B, em volume superior a R$ 7 bilhões.
As taxas do Tesouro Direto já tinham recuado no fechamento de segunda em relação à abertura, embora ainda bem acima dos níveis de sexta-feira (23).
O Tesouro Prefixado 2032 passou de 12,89% ao ano no fechamento de sexta para 15,78% na abertura, às 12h13, na maior alta diária da série histórica para os prefixados, e terminou o dia a 15,50%.
O Prefixado 2029 foi de 12,76% para 15,40% na abertura e fechou a 15,26%.
Nos títulos atrelados à inflação, o alívio foi maior.
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