domingo, 25 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Tecnologia

YouTube infringiu regra do TSE ao indicar vídeo de candidato, diz UFRJ

UOL Tilt ·
YouTube infringiu regra do TSE ao indicar vídeo de candidato, diz UFRJ

Pesquisadores flagraram o YouTube recomendando vídeos de candidatos que concorreram nas eleições brasileiras de 2026. A prática está vetada desde 2024, quando uma resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proibiu as plataformas de recomendar, no feed orgânico, conteúdos de canais que as campanhas declararam à Justiça Eleitoral.

A constatação é do NetLab, laboratório da UFRJ, em nota técnica divulgada neste sábado (24) a qual a coluna teve acesso. Consultado pela reportagem, o YouTube informou que não se manifestaria.

Em nove dias de coleta, de 26 de setembro a 4 de outubro, os pesquisadores registraram 44 recomendações de vídeos de 26 canais oficiais de candidatos, boa parte deles listados no cadastro do TSE.

Para realizar o experimento, a equipe criou três "personas" em navegadores sem login: uma alinhada ao presidente Lula, candidato do PT à reeleição; outra ao senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PT); e uma de controle, que só via entretenimento, futebol e afins. Cada uma foi "treinada" assistindo 30 segundos de vídeos de 36 canais escolhidos. Três vezes por dia (10h, 15h e 20h), um robô abria os Shorts da página inicial e registrava os 50 primeiros vídeos sugeridos. Depois, os canais recomendados foram cruzados com a lista de redes sociais das candidaturas publicada pelo TSE.

No total, foram 3.649 recomendações vindas de 2.459 canais. As de candidatos foram poucas, cerca de uma em cada 83. Mas a regra não prevê margem de tolerância: o canal declarado simplesmente não pode aparecer.

Há o outro lado do balcão. Sete candidatos tiveram vídeos recomendados por canais que não estavam no cadastro do TSE. Cinco não declararam o YouTube: Bruno Pedrosa (PT-CE), Emily Santos (PL-PI), Olivia Motta (Republicanos-PB), Delegado Edson Moreira (PL-MG) e Gabi Magsan (PODE-SP). Dois informaram um endereço diferente do canal que usam: Wanderley Pedroso (PRD-SP) e Mendonça Filho (PL-PE).

A recomendação de conteúdo é explicitamente proibida pelo TSE. A Resolução nº 23.732 de 2024 diz que "os provedores de aplicação que utilizarem sistema de recomendação a usuárias e usuários deverão excluir dos resultados os canais e perfis informados à Justiça Eleitoral nos termos do § 1º deste artigo e, com exceção das hipóteses legais de impulsionamento pago, os conteúdos neles postados".

O Google entregou ao TSE o plano de conformidade exigido pela Portaria 463/2026, que vale para Busca, YouTube e Gemini. Ainda que a empresa tenha se comprometido a seguir as regras eleitorais, o documento não menciona o compromisso de excluir canais de candidatos das recomendações. Os pesquisadores classificam isso como "governança de fachada". O laboratório já tinha encontrado o mesmo problema no TikTok, e o Sleeping Giants, no X.

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

Ler a notícia completa no UOL Tilt ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.

Mais de UOL Tilt

Ver tudo ›

Mais em Tecnologia

Ver tudo ›