Aposentada perde R$ 37 milhões em golpe de falsa plataforma de investimentos; polícia faz operação no RS e em SP
Aposentada perde R$ 37 milhões em golpe de falsa plataforma de investimentos no RS Uma mulher de 70 anos perdeu mais de R$ 37 milhões em um golpe envolvendo uma falsa plataforma de investimentos, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
O caso deu origem a uma investigação que levou à operação Criptoabate, nesta quinta-feira (13), contra suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada por estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
Ao todo, são cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e nas cidades de São Paulo e Santos, em São Paulo.
Outros oito investigados são alvo de medidas cautelares diversas da prisão.
Assim, 18 pessoas são alvo da operação.
Até as 7h, duas pessoas tinham sido 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Entre os alvos de mandados de prisão, estão três donos de empresas que trabalham com movimentação de criptoativos, por onde o dinheiro teria passado.
A polícia também obteve ordens judiciais de bloqueio de 54 contas bancárias.
O diretor do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), delegado Eibert Moreira Neto, afirma que a ideia é quebrar o esquema a partir dos líderes: "Nossa operação visa atingir não só a camada operacional do esquema, que são pessoas que induzem a vítima ao erro, mas também atacar a camada de cima, que dá os meios para que o crime aconteça", diz.
Como funcionava o golpe De acordo com a investigação, a vítima foi incluída em grupos de mensagens que simulavam comunidades legítimas de estudo e investimentos no mercado financeiro.
Nos grupos, havia supostos especialistas, assistentes e outros participantes que interagiam de forma coordenada para criar uma aparência de profissionalismo e segurança.
Os investigados apresentavam análises de mercado, orientações financeiras e resultados aparentemente positivos.
Com isso, a vítima era convencida de que os investimentos estavam dando lucro e passava a fazer aportes cada vez maiores.
Conforme a polícia, quando a aposentada tentou retirar o dinheiro, porém, os saques teriam sido bloqueados.
A partir daí, começaram a surgir novas cobranças, apresentadas como taxas, impostos ou valores necessários para liberar o patrimônio.
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