Flamengo Malvadão foi bonzinho e tomou um sustaço
Terminado sem gols o primeiro tempo no Maracanã sob chuva a Nação e a Fiel estavam perplexas pela mesma razão: como explicar 16 finalizações, cinco no gol, contra nenhuma, 11 escanteios contra nenhum, um milagre de Hugo Sousa e outro de Tchoca, deitado, em cima da linha fatal, o milionário e talentoso e poderoso Flamengo só empatava contra os reservas do endividado, com salários atrasados e fragílimo Corinthians?
E olhe que no único ataque alvinegro Gui Negão, de peixinho, em vez de fazer o gol deu uma de zagueiro.
Corintianos e palmeirenses agradeciam aos céus e os flamenguistas tinham certeza de que aberta a porteira haveria uma enxurrada de gols.
E, aos 2 minutos, no 17° escanteio, Paquetá pegou o desvio mal feito de Hugo e abriu a porteira.
A Nação explodiu, a Fiel se rendeu diante da previsível quinta derrota seguida e a massa verde se conformou: esperar o que do rival?
Ao Flamengo restavam duas alternativas: descansar para a Libertadores ou golear; ao Corinthians, uma: evitar uma coça monumental.
Porque se entre os titulares a diferença é grande, contra os reservas é abissal.
Aos 20, Fernando Diniz lançou dois convocados para a Seleção: Matheuzinho e Bidon, além de Kaio César e Bidu; Charles, Angileri, Milans e Dieguinho saíram.
Alex Sandro e Bruno Henrique foram as respostas de Leonardo Jardim com as saídas de Pedro e Ayrton Lucas.
O que queria Diniz? Projetar a possível semifinal da Libertadores entre os dois times mais populares do Brasil?
Fato é que o gol relâmpago de Paquetá sossegou a fome rubro-negra e, talvez em nome das boas relações, parou de jogar.
Kaio César foi à linha de fundo e cruzou para Gui Negão fazer seu primeiro gol em sete meses, aos 32, na primeira finalização paulista entre as traves.
E Diniz poderia perguntar ao blog: "Incoerente, eu? Não! Eu acredito, infiel!".
Joaquim Freitas no lugar de Paquetá, aos 40, quando o Corinthians ameaçava virar, por incrível que possa parecer.
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