De novo: Oi (OIBR3) tem falência decretada pela Justiça pela segunda vez
A Justiça declarou, de forma unânime, a falência da Oi (OIBR3) pela segunda vez, segundo o Broadcast e o jornal O Globo.
Impossibilitada de vender seu maior ativo e sem receitas relevantes para se manter em pé, a companhia, que nasceu com a intenção de ser a "supertele" brasileira, pode fechar as portas de vez.
Em fato relevante, a empresa disse que foi mantida a decisão de 1ª Instância, negando os recursos que haviam sido interpostos pelo banco Itaú Unibanco e pelo banco Bradesco.
A empresa não divulga seus resultados trimestrais há um ano.
No segundo trimestre do ano passado, ela tinha dívida bruta de R$ 11,2 bilhões, e dívida líquida de R$ 10,03 bilhões.
Em julho, a companhia já havia alertado que estava sem caixa para operar , depois que a venda de seu principal ativo, a V.tal, foi barrada pela Justiça.
É a maior empresa de infraestrutura digital e a primeira rede neutra de fibra óptica fim a fim do mercado brasileiro e poderia render R$ 4,5 bilhões à Oi.
No entanto, credores e investidores questionaram a aprovação da proposta vencedora de compra da V.tal , apresentada por BGC Fibra Participações e fundos e veículos de investimento ligados ao BTG Pactual.
Eles alegam que a operação desrespeitou regras previstas no plano de recuperação judicial e permitiu a venda do principal ativo remanescente da companhia por um preço muito inferior ao originalmente estabelecido no edital, que era de R$ 12,3 bilhões.
A primeira falência foi decretada em novembro do ano passado.
No entanto, o Tribunal acatou os pedidos do Bradesco e do Itaú Unibanco e suspendeu dos efeitos da decretação de falência da Oi.
Ela então voltou ao seu processo de recuperação judicial (que já é o segundo) e para a venda dos ativos do Grupo Oi.
Os bancos vinham argumentando que a falência da Oi não representa a saída mais benéfica para pagamento dos credores, nem a proteção das partes atendidas pelos serviços da tele.
Da supertele à falência Até 1998, o sistema de telefonia brasileiro era estatal e centralizado na Telebras.
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