Quem é Abdul El-Sayed, candidato que expôs racha no Partido Democrata
As primárias democratas no Michigan definiram Abdul El-Sayed como o candidato do partido para enfrentar o republicano Mike Rogers na disputa para o Senado dos Estados Unidos, em novembro deste ano.
El-Sayed fez história ao derrotar Haley Stevens, apoiada pelo establishment do Partido Democrata, e pode ser tornar o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira no Senado americano.
Mas o progressista enfrentará o desafio de convencer os democratas moderados a apoiarem a campanha e, em última instância, os eleitores indecisos do Michigan a pintarem o estado de azul novamente.
Quem é Abdul El-Sayed? Filho de um imigrante egípcio, Abdulrahman Mohamed El-Sayed nasceu em Rochester Hills em 1984 e se define como um “legítimo cidadão nascido e criado no Michigan”.
Foi alfabetizado em árabe e inglês, se formou médico na Universidade Columbia e passou a se dedicar às políticas públicas na área da saúde, servindo como diretor executivo do Departamento de Saúde de Detroit.
Em 2018, tentou concorrer para governador, mas foi derrotado nas primárias pela democrata Gretchen Whitmer, que venceu as eleições gerais e agora cumpre o segundo mandato.
Leia Mais Prefeito de Nova York diz não ter autoridade para prender Netanyahu Governo Trump pede à Suprema Corte intervenção em voto por correio Senado dos EUA aprova indicado de Trump para embaixada no Brasil O que ele defende? Nas eleições de meio de mandato deste ano, Abdul El-Sayed disputa para representar o estado do Michigan no Senado com o slogan “Dinheiro fora da política, dinheiro no seu bolso, Medicare para todos”.
El-Sayed conduziu a campanha para as primárias defendendo o acesso gratuito à saúde pública, o fim do ICE (Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira) e do apoio dos Estados Unidos a Israel.
Ele também defende a taxação de grandes fortunas, mas se distanciou da ala socialista do partido: “Eu não sou socialista.
Eu acredito no capitalismo, mas acredito que o capitalismo tem que ser regulado. […] Eu acredito que os bilionários deveriam pagar sua parte para que nossas crianças possam ir para boas escolas.
Não é tão radical”, afirmou em entrevista à CNN .
O progressista recebeu o apoio do “Squad”, o grupo informal de congressistas de esquerda na Câmara que inclui a deputada Alexandria Ocasio-Cortez.
Por outro lado, foi taxado de “socialista radical de esquerda” e de “ameaça direta à América” pelo presidente Donald Trump e seus aliados.
El-Sayed ganhou destaque pela retórica assertiva e pela presença nas redes sociais.
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