Crusoé: O que veio primeiro: terremoto ou deslizamento?
Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) corrigiu a divulgação inicial sobre desastre que atingiu o Nepal e o Tibete, na China
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) publicou nesta segunda, 26, uma nota à imprensa sobre o deslizamento no norte do Nepal, junto à fronteira com o Tibete, na China.
O texto contesta as afirmações de que um terremoto teria originado o deslizamento.
Para os cientistas da USP, o que aconteceu foi provavelmente o contrário: o deslizamento gerou o terremoto.
“ O boletim automático inicial do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) classificou o registro como um terremoto de magnitude 4,4. Após a análise manual dos dados, o próprio USGS revisou a solução e concluiu que o sinal não foi produzido por um terremoto tectônico, mas pela movimentação de uma enorme massa (provavelmente formada por rochas, água e gelo) “, diz o texto.
“ O que as estações sismográficas mundiais registraram era o sinal, portanto, de um deslizamento, cuja energia sísmica neste caso equivale à de um sismo de magnitude 5,2 .”
“ Então, a leitura correta, ao contrário do que circulou nas primeiras horas, é que não houve um terremoto que provocou o deslizamento. Foi o deslizamento que gerou o sinal sísmico “, afirmam os sismólogos.
“ Deslizamentos de grande porte, colapsos de encostas e avalanches de rocha e gelo também irradiam energia sísmica e são detectáveis mesmo a dezenas (às vezes centenas ou milhares) de quilômetros de distância. Um deslizamento é descrito por uma força única aplicada na superfície, ligada ao momento linear da massa em movimento (a velocidade do movimento importa bastante aqui). Foi exatamente a análise das ondas de longo período que permitiu ao USGS descartar a ocorrência de um terremoto .”
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.