Servidores do IBGE iniciam greve em oposição a medidas da gestão Pochmann
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Parte dos servidores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) iniciou greve em oposição a medidas da direção do órgão de pesquisas, presidido pelo economista Marcio Pochmann .
A entidade não detalhou o número de funcionários em greve, mas disse que servidores de três unidades do IBGE aderiram ao movimento.
São os casos do núcleo estadual da Bahia e de dois locais no Rio (sede e superintendência) –o órgão conta com prédios espalhados pela capital fluminense.
"No que se refere à Bahia, que já está [em paralisação] há uma semana, temos avaliação de que 40% do efetivo está em greve", disse Clician Oliveira, diretora da Assibge.
"Aqui na sede, hoje [segunda] é o primeiro dia, então ainda vamos receber a avaliação de quantos colegas entraram. E estamos em processo de realização de assembleias por todo o país."
Ainda segundo a Assibge, outras oito unidades estão em estado de greve, podendo interromper atividades. Integram essa lista núcleos de Sergipe, Piauí, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e outros dois do Rio (avenidas Chile e Canabarro).
Até o momento, porém, não há indicativo de que o movimento possa impactar o calendário de divulgação de pesquisas do instituto, afirmou a associação sindical.
Procurada pela Folha , a gestão do IBGE disse que o órgão segue funcionando normalmente e cumprindo o seu plano de trabalho.
"A direção do instituto mantém diálogo permanente com seus servidores, sempre nos espaços institucionais adequados e dentro dos marcos legais e administrativos vigentes", declarou.
A greve em estágio inicial marca um novo capítulo da crise interna que se arrasta no IBGE desde 2024 .
À época, a Assibge começou a criticar projetos da gestão Pochmann como a criação de uma fundação, a IBGE+ , que poderia produzir trabalhos para a iniciativa privada.
A IBGE+ não avançou após as críticas de servidores e foi considerada irregular no início deste ano pelo TCU (Tribunal de Contas da União).
Mais recentemente, o sindicato passou a questionar outras medidas que chama de autocráticas e ilegais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.