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É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas

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A bolsa brasileira atravessa agosto sob forte pressão.

Foram 11 pregões seguidos de queda e R$ 306,3 bilhões evaporaram do valor de mercado das empresas listadas na B3.

A sangria perdeu força nos últimos dias, mas os motivos que levaram o Ibovespa ladeira abaixo continuam no radar — e há poucos sinais de alívio até o fim do ano.

Guerra no Oriente Médio, juros elevados, eleições e risco fiscal não nasceram em agosto.

Então por que todos esses problemas pareceram explodir ao mesmo tempo — e produziram a pior semana do Ibovespa em 18 anos ? O Ibovespa acumula queda de 3,55% em agosto.

E, daqui para a frente, existem gatilhos que podem fazer a bolsa voltar a subir? Com a desvalorização dos ativos, é hora de comprar barato? O gringo virou as costas Embora a entrada de capital vinda de fora tivesse sido mais forte no início do ano, 2026 ainda conta com saldo positivo.

Até 31 de julho, o Ibovespa acumulava alta de 10,47% apoiado pela volta dos investidores estrangeiros, com saldo de R$ 41 bilhões no ano.

Em agosto, o fluxo se inverteu .

Até o dia 18, os investidores estrangeiros retiraram R$ 20,5 bilhões da bolsa brasileira, a terceira maior saída mensal desde 2008, segundo o JP Morgan.

Mas a saída do gringo é o sintoma, e não a causa, diz João Mamede, sócio e equity portfolio manager na AZ Quest Investimentos.

O que aconteceu foi que a visão do estrangeiro para o Brasil se deteriorou durante o mês .

O dia de pior saída foi 11 de agosto, dia em que o JP Morgan rebaixou a recomendação do Brasil de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente a uma recomendação de compra) para neutro.

As justificativas para o corte na recomendação, segundo a instituição norte-americana, são a proximidade do fim do ciclo de cortes de juros, a desaceleração do crescimento econômico e a deterioração do ciclo de crédito no país.

A maior liquidez do mercado brasileiro em relação a outros emergentes da região funciona para os dois lados, diz Luciano Franca, gestor de renda variável da Paramis: favoreceu o Brasil na entrada do capital estrangeiro no início do ano e agora amplifica os efeitos da saída.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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