Precisa de crédito para o seu negócio? Veja o que você deve analisar e como preparar a operação para contratar um empréstimo
Para pequenas e médias empresas (PMEs) , conseguir crédito pode ser fundamental para financiar uma expansão , atravessar um período de descasamento no caixa ou simplesmente ganhar tempo para manter a operação funcionando.
Mas, antes de procurar um banco, o empreendedor precisa responder a uma pergunta básica: a empresa realmente tem condições de assumir uma nova dívida? Especialistas ouvidos pelo Seu Dinheiro afirmam que o crédito pode ser uma ferramenta importante para financiar investimentos e equilibrar o fluxo de caixa, mas alertam que tomar dinheiro emprestado sem entender a capacidade de pagamento pode agravar problemas que já existem na operação.
Para Paulo Feldmann , professor da FEA-USP e da FIA Business School , o empreendedor precisa projetar receitas e despesas por um período suficientemente longo para verificar se haverá sobra para honrar as parcelas.
“Ele tem que ter um fluxo de caixa com um horizonte de, no mínimo, dois, três anos.
Ele vai ter condições de pagar aquele empréstimo? Como o caixa vai comportar? Não é fácil fazer uma projeção de fluxo de caixa, mas tem que fazer", diz Feldmann.
Crédito caro e empresas endividadas O alerta ganha peso em um cenário no qual muitas pequenas empresas já carregam dívidas.
Empresas e sócios principais já acumulam R$ 80,6 bilhões em dívidas , como mostra a 7ª edição do Panorama PME elaborado pela Serasa Experian.
E o cenário de juros elevados exige mais cautela das pequenas e médias empresas na hora de buscar crédito.
Segundo Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, a Selic alta pesa de forma especialmente forte sobre as PMEs.
A taxa Selic está em 14,00% ao ano , após o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir reduzir a taxa em sua reunião realizada nos dias 4 e 5 de agosto de 2026.
“Para uma grande companhia, juros altos encarecem o capital; para uma PME, muitas vezes decidem se existe capital disponível”, afirma.
O problema é que o crédito caro também pode pressionar o caixa e aumentar o risco percebido pelos bancos.
Mesmo com uma eventual queda da Selic, a redução não deve chegar imediatamente às taxas cobradas das PMEs.
Isso porque os bancos também consideram fatores como inadimplência, garantias, histórico e situação financeira de cada empresa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.