Turismo médico de luxo: estrangeiros lotam clínicas no Brasil por cirurgias estéticas
Movidos por um desejo de encontrar médicos com alta reputação na medicina e preços competitivos devido a cotação de dólar e euro, estrangeiros lotam clínicas de São Paulo em busca de procedimentos complexos, movimentando o mercado de turismo médico brasileiro que só em 2026 deve faturar 3,7 bilhões de reais.
Mas na indústria existe uma particularidade: o turismo médico de luxo. (Agora a coluna GENTE também está no Instagram.
Siga o perfil @veja.gente ) É para esse nicho que o cirurgião plástico peruano Rogger Dr Rogger Di Roy , membro da sociedade brasileira de cirurgia plástica abre as portas de sua luxuosa clínica na Vila Nova Conceição, um dos metros quadrados mais caros de São Paulo para atender a alta renda estrangeira, em busca da eterna fonte da juventude combinada com atendimento premium.
A demanda é tão alta, que brasileiros em busca do mesmo profissional podem ter dificuldades de conseguir atendimento, já que pacientes do exterior costumam agendar com meses de antecedência.
Influenciadores e artistas americanos e latinos lideram a lista de pacientes, que na maioria das vezes contratam os serviços sob cláusula de sigilo.
“Os estrangeiros que vêm aqui buscam segurança, pois a diferença de outros países é que nós operamos as cirurgias plásticas em hospitais grandes com UTI, o que pode não ser comum em alguns países”, diz o cirurgião, pioneiro no uso de ultrassom na cirurgia plástica para tornar os procedimentos mais precisos e seguros.
Continua após a publicidade Histórico de plásticas Um dos motivos do crescimento da indústria do turismo médico no Brasil é a reputação dos médicos brasileiros, e isso vem de longa data.
Nos anos 1980 e 90, o cirurgião plástico Ivo Pitanguy já operava, sob sigilo, membros da realeza europeia.
E a reputação da medicina brasileira, com avanço da tecnologia, só aumentou ao longo dos anos.
O próprio Rogger se sente à vontade para recusar pacientes quando a medicina não recomenda o procedimento e dá dicas dos cuidados que os pacientes precisam ter na busca do profissional ideal.
Continua após a publicidade “Recomendo que não se opere logo assim que você decidiu se operar, espere um pouco, busque referências de esse médico, acompanhe seu dia a dia, veja se tem processos judiciais, um ou dois, talvez, mas se tem 20, 30 processos, busque outro profissional.
Fale com outras pacientes já operadas por ele, pergunte como foi o pós-operatório, e como foi a atenção que o médico ofereceu.
Um bom cirurgião plástico não só opera, mas prepara o paciente, segue os protocolos de rotina”, diz Rogger.
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