Habib's entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265 milhões
O Grupo Gennius, dono do Habib's, entrou em recuperação judicial com dívida declarada de R$ 265,2 milhões. O pedido foi aceito pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
O conglomerado reúne dez franqueadoras e holdings, 17 empresas operacionais, seis churrascarias Tendal, 119 lojas Habib's e 26 unidades Ragazzo. A estrutura distribui produção de alimentos, serviços, participações e lojas entre diferentes empresas.
O Grupo Gennius atribuiu a crise financeira aos efeitos da pandemia, às mudanças nos hábitos de consumo e aos juros altos. A empresa entrou com o pedido na segunda-feira (24) após não fechar um acordo com credores fora da Justiça. Segundo eles, a solicitação tem "o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo".
As operações do Grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades. Grupo Gennius, em nota
Juiz Jomar Juarez Amorim suspendeu ações e execuções contra as empresas, com as exceções previstas em lei. O grupo tem 60 dias, sem possibilidade de prorrogação, para apresentar um plano de recuperação judicial. "Presente na vida dos brasileiros há quase 40 anos, a companhia segue comprometida com a força de suas marcas, a evolução de seu negócio e a continuidade de uma história construída ao lado de milhões de brasileiros", diz a empresa.
Justiça negou o pedido para liberar recebíveis e investimentos cedidos fiduciariamente aos bancos. As instituições financeiras poderão reter esses recursos para amortizar dívidas garantidas, mesmo durante a recuperação judicial.
Credores sujeitos à recuperação não poderão encerrar contratos só por causa do processo. Eles também não poderão suspender o fornecimento de insumos ou serviços essenciais, desde que recebam pagamento à vista.
KPMG Corporate Finance foi nomeada administradora judicial e terá 15 dias para apresentar um relatório sobre as empresas. A administradora judicial também avaliará o pedido para que o grupo seja tratado de forma consolidada no processo.
Processo permanecerá público, após a Justiça negar o pedido de sigilo integral feito pelo grupo. Documentos com dados sensíveis, como salários dos funcionários e bens de controladores, terão acesso restrito.
Credores terão 15 dias para contestar valores ou pedir habilitação após a publicação do edital. Depois da entrega do plano, haverá prazo de 30 dias para objeções, que podem levar à convocação de uma assembleia.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.