Dólar a R$ 5,15 e Bolsa ficam estáveis com PIB dos EUA e deflação no Brasil
O dólar fechou o dia com leve viés de alta, enquanto na Bolsa o índice de ações Ibovespa teve sessão estável após cinco altas seguidas. A sessão foi influenciada pela deflação no Brasil e pela queda do petróleo e do PIB dos Estados Unidos. Investidores reagiram ainda à decisão da CVM (Comissão de Valores Mobiliáriosa) favor dos minoritários sobre oferta pública de ações da Oncoclínicas e aos desdobramentos das crises envolvendo Braskem, Casas Bahia e Oi.
Dólar teve quarta-feira (26) com leve viés de alta. A moeda americana terminou o dia cotada no comercial para venda a R$ 5,152, variação de 0,23% ante fechamento de ontem. Cotação segue oscilando no piso da faixa de R$ 5,14 a R$ 5,22 na qual tem oscilado neste mês.
Ibovespa operou em estabilidade. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 registrou variação positiva desde a abertura, mas perdeeu força no período da tarde. Recuava 0,10% faltando 20 minutos para o fim da sessão, marcando 174.399 pontos, após ter atingido máxima no dia de 176.296 (+1%).
Indicador emendou quatro sessões de alta. Ontem, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 fechou em alta 1,55%, aos 174.576 pontos , maior patamar em 20 dias. Virada estancou 11 dias consecutivos de perdas. Menor aversão a risco global tem ajudado a sustentar o fluxo de investidores estrangeiros, que respondem por cerca de 60% do giro de negócios na B3 . Nas últimas três sessões, o saldo tem sido positivo, entre aportes e retiradas.
Investidores reagem ainda a novos capítulos de crises envolvendo empresas listadas na B3 . O mercado financeiro ajusta posições aos papéis da varejista Casas Bahia, da petroquímica Braskem , da operadora de telefonia Oi e da rede de saúde Oncoclínicas .
No exterior, Bolsas sobem e preço do petróleo recua pela quarta sessão seguida . Os contratos do barril do tipo Brent, referência internacional para a commodity, recuaram 0,37%, para US$ 86,94, ao redor das mínimas em duas semanas. Cresce a expectativa de que os EUA e o Irã fechem um acordo para liberar a passagem de petroleiros pelo Estreito de Hormuz, rota marítima na costa iraniana por onde passavam 20% do fornecimento diário mundial da commodity antes da guerra entre os países, iniciada há seis meses.
Divulgação do PIB dos EUA influencia mercados globais. O Produto Interno Bruto do país cresceu a uma taxa anualizada de 1,5% no segundo trimestre de 2026, de acordo com a segunda estimativa do Departamento de Comércio, divulgada hoje. Analistas consultados pela FactSet previam alta de 1,8% no período. No primeiro trimestre, houve expansão de 2,1%, também em termos anualizados.
Inflação americana segue acima da meta, de 2% no ano. O PCE (índice de preços de gastos com consumo), principal referência do Fed (Federal Reserve), Banco Central americano, para política monetária, subiu 3,7% nos 12 meses até julho, repetindo taxa de junho, informou hoje o Bureau a Reuters. Analistas previam alta de 3,6%.
Uma economia resiliente, combinada com um dado de inflação mais forte, pode recolocar na mesa a possibilidade de alta dos juros pelo Fed já em setembro. É isso que o mercado começa a precificar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.