Bolsa pós-eleição perde referências e trava o trade; entenda o que aconteceu
A forte volatilidade e o pânico operacional marcaram a Bolsa de Valores brasileira no primeiro dia de negociações após o resultado do segundo turno das eleições.
O resultado das urnas foi oposto ao que havia sido precificado pelo mercado, o que levou o pregão de segunda-feira (26) a abrir já no circuit breaker .
Na Casa Clear , evento em que especialistas acompanharam as cotações e orientaram operadores de day trade em tempo real, a recomendação geral para traders e investidores de longo prazo, nesta manhã, foi de cautela absoluta e preservação de patrimônio.
Analistas e operadores destacaram que a leitura equivocada do cenário eleitoral provocou uma reação de ajuste brusco nas cotações, eliminando referências técnicas tradicionais.
Ao InfoMoney , a analista CNPI da Clear Corretora e mentora Pamela Semezzato disse que a abertura em queda acentuada impôs um ambiente de dúvida para todo o mercado.
“Eu acho que quando a gente tem movimentos de pânico, como o de hoje, que abre já no limite de baixa, temos um novo limite que acaba sendo de incerteza para todo mundo.
Do que fazer, de como se comportar”, afirmou.
Leia também: 1º pregão após a eleição: como o trader deve agir com mercado sob forte pressão? A especialista reforçou que a prioridade durante o pregão foi orientar a manutenção das estratégias de controle de danos, independentemente do horizonte de investimento.
“Frisamos muito na sala para que cada um respeitasse o seu gerenciamento de risco, que é o mais importante, e o seu operacional também.
Isso tanto para operações de day trade quanto de swing trade”, completou Pam.
Leia também Circuit breaker: por que a Bolsa não teve nova interrupção após cair mais de 15%? Segundo informou a operadora da Bolsa, um novo circuit breaker será acionado caso ocorra uma nova oscilação de baixa de 20% Especialistas recomendam pausar operações até redução da turbulência O altíssimo risco operacional levou analistas a desencorajar a montagem de novas posições enquanto os preços não encontrarem um ponto de equilíbrio.
O sócio da XP Inc. e criador da Aceleradora X, Aliakyn “Kyn” Pereira de Sá, ressaltou que a principal ferramenta do operador é o seu próprio patrimônio e que períodos atípicos demandam postura defensiva.
Ele ressalta que o capital é a principal ferramenta de trabalho, e por isso deve ser protegido ao máximo “Mercado a gente tem todos os dias.
O mais importante é passar por esses períodos o mais ileso possível”, afirmou Kyn.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.