Quando o crescimento de um FII vira risco? Especialistas explicam os sinais de alerta
A mudança abrupta no perfil de risco de um fundo imobiliário pode se tornar um problema para os cotistas quando ocorre em meio a uma estratégia de crescimento acelerado.
Esse é um dos principais pontos de atenção levantados por Arthur Moraes, professor de finanças e especialista em FIIs, diante do uso cada vez maior de estruturas alternativas para financiar aquisições.
Segundo Moraes, mecanismos como renda mínima garantida, securitização, seller finance e cotas subordinadas podem ser utilizados para viabilizar o crescimento dos fundos, mas precisam estar alinhados à estratégia que o investidor conheceu ao comprar as cotas.
“O que eu acho importante é que um gestor não transforme o perfil de risco do fundo muito rapidamente.
Se um fundo sempre foi conservador, com pouca alavancagem e operações mais voltadas para renda, e esse fundo muda muito de perfil, aí é um problema, especialmente se ele já tiver muitos cotistas e esses cotistas perceberem que mudou a direção do negócio”, disse Moraes em entrevista ao Liga de FIIs .
O investidor, portanto, também precisa conhecer o perfil de cada fundo e avaliar se a estratégia adotada é compatível com seus objetivos.
Para Moraes, a diversificação da carteira pode ser uma forma de reduzir o impacto caso um dos veículos altere significativamente sua exposição a risco.
Leia Mais: FII TRXF11 sobe quase 6% após desistência de imóveis do Pátio Victor Malzoni Renda também precisa estar alinhada à tese do fundo A previsibilidade dos rendimentos é outro elemento que, segundo Moraes, precisa ser observado pelo cotista.
Fundos de tijolo tendem a apresentar uma renda mais estável, enquanto fundos de papel podem ter oscilações maiores, inclusive em razão de mudanças nos índices que corrigem os CRIs.
“Se o veículo é de renda, eu tenho que ser capaz de identificar o que eu espero daquela renda.
Eu sempre gosto de mostrar em aula, palestra e tal: renda harmônica você vai encontrar em fundo de tijolo.
Em fundo de papel, não.
A renda varia pra caramba.
Não tem nenhum problema, mas tem diferenças”, disse.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.