Lista da Forbes: Brasil é o paraíso de quem goza com a fortuna alheia
Para os que sofrem da patologia de sentir prazer com a fortuna alheia, saiu a nova lista da Forbes com os brasileiros mais ricos.
Ela traz Eduardo Saverin (R$ 162,9 bilhões), Vicky Safra e família (130,6 bilhões), Jorge Paulo Lemann e família (R$ 103,5 bilhões), André Esteves (R$ 66,1 bilhões), Fernando Moreira Salles (R$ 50,3 bilhões), Pedro Moreira Salles (R$ 46,6 bilhões), Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (R$ 38,8 billhões), Miguel Krigsner (R$ 35,7 bilhões), Carlos Alberto Sicupira e família (R$ 35,4 bilhões) e Ricardo Castella de Faria (R$ 35,1 bilhões) como os dez primeiros.
Seu nome está na lista? A chance de a resposta ser "sim" é de 0,000005%.
Um pouco maior é a possibilidade de sua alcunha estar entre os 141,4 mil que ganham mais de R$ 600 mil por ano e passaram a serem taxados com um imposto mínimo complementar sobre a renda global.
A partir de janeiro deste ano, aplica-se uma alíquota progressiva que começa em zero (para quem recebe exatamente R$ 600 mil) e sobe linearmente até atingir o teto de 10% para rendimentos acima de R$ 1,2 milhão anual.
Esse cálculo exige o pagamento da diferença caso o Imposto de Renda tradicional já recolhido seja inferior ao percentual estipulado pela nova tabela progressiva de altas rendas. Ou seja, quem pagava menos 10%, terá que pagar pelo menos isso. Isso ajudou a compensar a isenção de quem ganha até R$ 5.000 por mês, mas ainda é pouco.
A lista anual de bilionários brasileiros é um lembrete de que a discussão de leis para taxar os super-ricos, que pagam relativamente menos imposto do que alguém que ganha três salários mínimos, é urgente e imprescindível. Ainda mais em um país com níveis obscenos de desigualdade social.
Sempre que a Forbes atualiza a sua lista eu sugiro aqui que o pessoal do andar de cima precisa contribua progressivamente mais em relação à sua renda. Ato reflexo, os bilionários são defendidos por membros da classe trabalhadora que não se veem como tais e que vão às últimas consequências para proteger os privilégios dos outros.
Dizem que ao serem menos taxados, os ricos abrem mais empregos, mesmo que o destino de muito dividendos seja acúmulo e luxo. Compram a ideia de um Estado mínimo e, ao mesmo tempo, e contraditoriamente, demandam melhor educação, saúde, segurança, opções de cultura e lazer e transporte públicos e gratuitos.
Como já disse aqui, esses acreditam que estão fazendo justiça ao defender a injustiça tributária.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.