Tragédia entre Nepal e Tibete deixa 362 mortos e mais de 1.300 desaparecidos
Equipes de resgate procuravam, nesta quinta-feira (27), 1.300 desaparecidos na fronteira entre o Nepal e a região autônoma chinesa do Tibete, após as repentinas inundações e deslizamentos de terra que deixaram pelo menos 273 mortos e devastaram vilarejos inteiros.
Um vídeo registrado por uma câmera de segurança, gravado do lado chinês, mostra como, na manhã de quarta-feira, uma avalanche de lama e destroços engole um prédio de vários andares, enquanto dezenas de pessoas correm para evitar a tragédia.
O fenômeno matou 270 pessoas do lado nepalês , segundo um balanço atualizado pela polícia local, e três do lado chinês, no Tibete.
A avalanche de água e lama, semelhante a um tsunami, foi provocada pelo colapso parcial de uma geleira, de tamanha violência que foi registrado como um “evento sísmico” de 5,2 graus de magnitude, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).
A enxurrada varreu, no Nepal, o vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, ao norte de Katmandu, e o vale do Bhote Koshi, ao leste da capital.
“Acabou tudo”, declarou à AFP Omkar Joshi, 35 anos, refugiado nas colinas da localidade nepalesa de Timure.
“Agora é apenas um cemitério gigantesco”.
Vinte e quatro horas depois da tragédia, as autoridades do Nepal continuam sem notícias de 823 pessoas, incluindo 517 turistas estrangeiros.
Entre eles há 178 cidadãos da Índia, 65 dos Estados Unidos, 53 da Ucrânia, 51 da Malásia, 35 da Austrália, 33 do Reino Unido e 25 do Canadá, informou o Departamento do Turismo.
Do outro lado da fronteira, a imprensa estatal chinesa informou que 558 pessoas estão desaparecidas, incluindo 260 estrangeiros, mas não revelou suas nacionalidades.
O Ministério das Relações Exteriores da China informou que quase 100 cidadãos do país estão desaparecidos no lado nepalês.
O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e seu homólogo nepalês, Balendra Shah, visitaram áreas afetadas para supervisionar os trabalhos de busca e resgate, segundo a imprensa estatal de Pequim e o gabinete do líder do Nepal, respectivamente.
Busca na lama Os socorristas tentam abrir caminho pela espessa camada de lama e destroços em busca de sobreviventes , com a ajuda de cães farejadores.
Subash Khatani disse à AFP que estava procurando o irmão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.