Crítica | Penúltimos capítulos de ‘American Horror Story: 13’ nos preparam para um final potencialmente previsível
Atenção: o texto a seguir discorre sobre o 11º e o 12º episódios da temporada. Spoilers à frente.
‘ American Horror Story : 13’ tem trilhado um caminho tortuoso desde sua estreia há algumas semanas: funcionando como uma emblemática temporada para a popular antologia criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk , a história funciona como um receptáculo testamentário de todos os outros ciclos, reunindo icônicos personagens que permeiam esse panteão do terror contemporâneo. Entretanto, ao se valer em grande parte de uma quantidade cansativa de fanservices , o resultado vem se mostrando aquém do esperado, singrando entre convencionalismos e fórmulas há muito repetidas ao longo da série e escolhas duvidosas em relação aos arcos e aos diálogos que se valem de obviedades cansativas.
Como ficou bem claro nos últimos dois episódios, a ideia por trás da atual temporada é funcionar como sequência direta dos eventos de ‘ American Horror Story : Apocalypse’ , em que a poderosa Mallory ( Billie Lourd ), banhada por todos os poderes que apenas uma Suprema poderia ter, consegue voltar no tempo e matar o Anticristo, impedindo que o apocalipse destrua o planeta. Em mais uma tentativa de dominar o plano terrestre e usurpar o Paraíso, Lúcifer, aqui interpretado em caráter duplo por Fedor Steer e por Paul Anthony Kelly , quer se vingar e tem um plano complexo que parte de uma aposta feita com o próprio Deus – alcançar cem anos de idade em um corpo mortal para conseguir seu condenável objetivo.
Para isso, ele precisa da ajuda de Ben DeSoto ( Joey Pollari ), um jovem que sobreviveu a um trágico acidente de avião e que tem um medo inexplicável pelo número 13 – e que, como já sabemos, é filho do próprio Satã. Todavia, contrariando as expectativas do Senhor das Mentiras, Ben, resolvendo visitar a líder do Clã da Academia Robichaux, a Suprema Cordelia Goode ( Sarah Paulson ), mostra que não deseja espalhar o caos como o pai assim deseja, mas ajudá-las a combatê-lo de uma vez por todas e renegar seu status como Príncipe das Trevas, provando, de diversas maneiras, que está do lado das bruxas. Porém, caminhando para um aguardado season finale , a história ainda contava com mais uma brusca reviravolta, mesmo que um tanto quanto previsível.
Mais uma vez, a temporada parece não entregar tudo o que prometia em virtude da brevíssima duração dos episódios – que, como já mencionado nas outras críticas, culmina em um ritmo frenético demais para ser apreciado e absorvido pelo público e se vale de ocasionalidades demais para serem levadas a sério.
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