Por que os cachorros precisam morder coisas? A ciência por trás do “simples” ato de roer
Gabriela Barrera é professora do mestrado em Etologia na Universidade Autônoma de Madri.
O texto a seguir foi originalmente publicado no site The Conversation , que reúne artigos escritos por pesquisadores.
Vale a visita.
Meu cachorro e eu compartilhamos muitos momentos juntos.
Um dos nossos favoritos é quando nos sentamos para ter nosso “momento de leitura”: eu me sento na minha mesa, ele se senta ao meu lado e eu lhe dou seu “petisco” favorito.
Ele cheira, lambe e roe o petisco com uma concentração semelhante à minha enquanto estou absorta no meu livro.
Por muito tempo, interpretamos esse comportamento como um capricho ou mais um comportamento típico dos cães, sem dar muita importância a isso.
Mas a ciência vem nos dizendo há anos que mastigar é uma necessidade biológica fundamental para esses animais, assim como dormir, comer ou praticar atividade física.
Entender o porquê pode melhorar a qualidade de vida do nosso companheiro canino.
Por que os gatos brincam de lutinha? Muito mais do que um passatempo Quando alimentamos um cão, seu estômago fica cheio e ele se sente satisfeito.
Mas falta algo a ser suprido: a motivação para roer, intacta em sua biologia após milhares de anos de evolução.
Continua após a publicidade Do ponto de vista evolutivo, isso faz todo o sentido.
Seus ancestrais precisavam se alimentar por conta própria, caçando presas.
Mais tarde, a domesticação reduziu o tamanho da mandíbula dos canídeos e adaptou sua digestão ao amido, mas não alterou esses comportamentos tão arraigados: morder, mastigar e rasgar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.