Zema visita feira e diz que brasileiro está “mais pobre” por culpa de Lula
O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou nesta quarta-feira (19) que o brasileiro está “cada vez mais pobre” e atribuiu a alta dos preços ao aumento dos gastos do governo federal.
A declaração foi feita durante visita a uma feira em Guaianases, na zona leste de São Paulo, onde Zema conversou com consumidores e feirantes.
Segundo o candidato, a perda do poder de compra pode ser percebida no tamanho das compras feitas pelas famílias.
Zema afirmou ter ouvido de mulheres durante a caminhada relatos sobre a dificuldade para fechar o orçamento e disse que algumas recorrem ao fim da feira em busca de promoções.
Leia Mais Sem parentesco, urnas terão ao menos 8 candidatos "Lula" e 20 "Bolsonaro" Planalto estabelece metas e orienta ministros a divulgar entregas de Lula Caiado vê faculdades de medicina como negócio de “bet institucionalizada” “O brasileiro, definitivamente, tem vivido pior do que vivia antes” , afirmou.
Para Zema, a situação é consequência de um governo que “continua gastando muito mais do que arrecada” , o que, segundo ele, provoca “carestia, inflação e juros altos” .
Zema defendeu uma redução dos gastos públicos como caminho para melhorar a situação econômica.
Entre as medidas citadas pelo candidato estão uma reforma administrativa, uma nova reforma da Previdência, privatizações e mudanças nos programas sociais para combater fraudes.
O candidato também afirmou que uma eventual melhora no custo de vida não seria imediata.
Questionado sobre como pretende reduzir os preços dos alimentos, Zema disse que a queda dependeria de mudanças estruturais e de um governo que gaste menos do que arrecada.
“Os preços param de subir e os salários continuam tendo reajuste” , afirmou.
Segundo ele, a melhora seria gradual, à medida que as medidas econômicas produzissem efeitos.
Casta de “intocáveis” Durante a agenda, Zema também voltou a atacar o governo Lula e afirmou que o Brasil tem uma “casta de intocáveis” que se considera acima da lei.
O candidato citou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e o banqueiro Daniel Vorcaro .
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