Vacina experimental contra câncer tem resultado positivo; entenda
A MSD e a Moderna anunciaram nesta quarta-feira (19) resultados positivos de um estudo de fase 3 que avaliou uma terapia personalizada de mRNA contra o melanoma , um tipo de câncer de pele , em combinação com a imunoterapia Keytruda (pembrolizumabe).
Segundo as empresas, o tratamento conseguiu reduzir o risco de retorno da doença e de disseminação do câncer para outras partes do corpo na comparação com o uso isolado do Keytruda.
O resultado é considerado um marco por ser o primeiro ensaio clínico de fase 3 com resultado positivo para uma terapia oncológica personalizada baseada em mRNA.
Leia Mais Novo tratamento reduz em 83% risco de avanço do mieloma e busca cura Anvisa aprova novo medicamento oral contra câncer de mama avançado Câncer de endométrio: novo tratamento mostra potencial de cura; entenda O tratamento experimental, chamado intismeran autogene , é desenvolvido individualmente a partir das características do tumor de cada paciente.
A tecnologia analisa as mutações encontradas no tumor e utiliza mRNA para ajudar a treinar o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas.
Como funciona o tratamento A estratégia combina o intismeran com o Keytruda (pembrolizumabe) , medicamento de imunoterapia da MSD.
O estudo INTerpath-001 incluiu 1.137 pacientes considerados de alto risco, com melanoma nos estágios IIB a IV e que já haviam passado por cirurgia para retirada completa do tumor.
Os participantes foram divididos aleatoriamente entre aqueles que receberam Keytruda associado à terapia personalizada e aqueles tratados somente com Keytruda .
O tratamento durou aproximadamente um ano e incluiu até nove doses do intismeran.
Na análise preliminar, a combinação atingiu o objetivo principal do estudo, relacionado à sobrevida livre de recorrência, período em que o paciente permanece sem o retorno do câncer.
As empresas ainda não divulgaram nesta etapa os números detalhados da redução de risco observada na fase 3.
O estudo continuará acompanhando os pacientes para avaliar outros indicadores, incluindo a sobrevida global.
Resultados anteriores já indicavam benefício Os novos dados dão continuidade aos resultados obtidos em uma etapa anterior da pesquisa.
Em janeiro, MSD e Moderna informaram que, após cinco anos de acompanhamento, a combinação havia reduzido em 49% o risco de recorrência ou morte em comparação com o Keytruda isoladamente .
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