Moderna salta após resultado positivo de vacina contra melanoma em estudo
A terapia personalizada de mRNA para câncer desenvolvida pela Moderna em parceria com a MSD reduziu o risco de recorrência e disseminação do câncer de pele em um ensaio clínico de fase final quando combinada com o medicamento de imunoterapia Keytruda.
Com isso, as ações da Moderna subiam mais de 145% por volta das 14h05, pelo horário de Brasília.
Milhares de pacientes que foram submetidos a cirurgia para melanoma de alto risco poderão se beneficiar já no próximo ano, de acordo com o presidente da Moderna, Stephen Hoge, em entrevista.
Os resultados preliminares do estudo em andamento, divulgados nesta quarta-feira (19), mostraram que o tratamento com Intismeran atingiu tanto o objetivo principal de reduzir a recorrência do câncer quanto o objetivo secundário de impedir que os tumores se espalhem para outras partes do corpo, em comparação com o Keytruda isoladamente.
Leia Mais Marvell dá ao Google opção de adquirir participação de US$ 12 bi em acordo Justiça suspende demissões das Casas Bahia e restringe novos cortes BNDES aprova R$ 123,6 milhões para centro da Toyota de biocombustíveis Este é o primeiro resultado positivo em um ensaio clínico de fase final para uma vacina de mRNA contra o câncer e o primeiro estudo desse tipo a demonstrar que a adição de um tratamento ao Keytruda funcionou melhor do que a terapia isolada em pessoas cujo melanoma havia sido removido cirurgicamente.
As ações da Moderna sofreram nos últimos anos, pois a empresa tem tido dificuldades em provar aos investidores que consegue expandir sua plataforma de mRNA para além da vacina contra a Covid-19.
A MSD, por sua vez, vem se preparando para a iminente perda da patente do Keytruda, medicamento que já foi o mais vendido no mundo, ainda nesta década.
A MSD afirmou que as empresas já estão em negociações com os órgãos reguladores sobre o tratamento.
Hoge disse que, dada a designação de terapia inovadora da vacina, ela poderá estar disponível já no próximo ano.
Ele classificou o resultado como um marco histórico.
“Esta é a primeira vez que observamos melhorias clinicamente significativas e estatisticamente relevantes em comparação com inibidores de checkpoint como o Keytruda nesta população, e é a primeira vez que conseguimos isso com um tratamento individualizado”, declarou Hoge.
O analista Myles Minter, da William Blair, afirmou que os resultados provisórios posicionam bem ambas as empresas para buscar a aprovação regulatória, além de serem um sinal positivo para os estudos em andamento da vacina em outros tipos de câncer.
No mês passado, analistas do Barclays disseram que esperam que a terapia possa gerar vendas anuais de cerca de US$ 3 bilhões para o tratamento do melanoma até 2035.
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