Justiça prorroga prisão de empresário após desabamento de prédio que matou seis pessoas na Zona Leste de SP
Ronaldo dos Santos Vivaqua é apontado como sócio oculto de uma das empresas responsáveis pela obra na região da Penha, Zona Leste de SP.
Reprodução/TV Globo A Justiça prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária de Ronaldo dos Santos Vivacqua, apontado como sócio oculto de uma das empresas responsáveis pela obra do prédio que desabou sobre uma casa e matou seis pessoas na Zona Leste de São Paulo.
Ronaldo está detido desde 13 de setembro.
A defesa dele chegou a pedir a revogação da prisão temporária, alegando problemas de saúde.
Haviam pedido também que a prisão temporária fosse convertida em prisão domiciliar humanitária, com a decretação de medidas cautelares.
Outras duas pessoas envolvidas no desabamento continuam foragidas: Cristiano Vivacqua, filho de Ronaldo, e apontado como o engenheiro responsável pela execução da obra, e Isis Brandão, que aparece formalmente como proprietária da empresa.
Polícia Civil afirma que deve indiciar quatro pessoas por homicídio com dolo eventual por desabamento A Polícia Civil afirmou que vai indiciar pelo menos quatro pessoas por homicídio com dolo eventual pelo desabamento do prédio em construção na Zona Leste de São Paulo, do último sábado (12).
Entre os indiciados estão justamente os três responsáveis pela construtora e uma fiscal da prefeitura.
Neste caso, o indiciamento por homicídio com dolo eventual significa que a polícia entende, em tese, que os responsáveis tinham conhecimento dos riscos que poderiam levar à morte e, mesmo assim, teriam prosseguido com a conduta.
Ao todo, 12 pessoas já foram ouvidas pela polícia.
Mais cedo, a Prefeitura de São Paulo determinou a paralisação de 26 empreendimentos ligados às construtoras responsáveis pelo edifício que desabou.
Histórico da obra Desabamento de prédio na Penha, Zona Leste de SP TV Globo O histórico de problemas envolvendo a obra tem pelo menos cinco anos.
Segundo a prefeitura, em 2021 o município pediu na Justiça a demolição de uma construção irregular no local e já havia aplicado uma multa de R$ 119 mil.
Na época, havia outra construção no endereço.
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