André Silva? Jovens? As opções de Dorival para montar São Paulo sem Calleri
Calleri ainda não está descartado para defender o São Paulo contra o Red Bull Bragantino, neste sábado, pelo Campeonato Brasileiro. O técnico Dorival Júnior já começa preparar, ainda assim, alternativas em caso de ausência do capitão neste final de semana.
A definição sobre a presença de Calleri deve ocorrer nesta sexta-feira. A tendência, neste momento, é de cautela, sobretudo porque o São Paulo terá uma sequência relevante de compromissos e não pretende correr riscos desnecessários com o principal centroavante do elenco.
Mesmo que reúna condições de ser relacionado, o atacante pode começar no banco. Além do duelo com o Bragantino, o São Paulo terá pela frente um embate contra o Atlético-MG, daqui a uma semana, antes das quartas de final da Copa Sul-Americana, contra o Boca Juniors, no dia 8 de setembro.
Caso Dorival Júnior decida preservar o argentino ou não possa utilizá-lo, o treinador tem três alternativas para manter a estrutura com um centroavante de origem: Gustavo Santana, André Silva e Ryan Francisco.
Foi Gustavo Santana quem assumiu a função após a lesão de Calleri contra a Chapecoense, no último domingo. O atacante de 20 anos também atravessa um período de destaque nos treinamentos e aparece como a alternativa mais natural caso Dorival queira simplesmente substituir uma peça por outra.
André Silva é a opção de maior experiência entre os três concorrentes. O atacante já ocupou esse posto em diferentes momentos e foi utilizado como principal substituto do argentino durante a recuperação de uma lesão grave no joelho, ocorrida na temporada passada.
O momento atual, entretanto, é menos favorável. André não balança as redes há mais de um ano e também passou por um longo período afastado, já que sofreu uma lesão ligamentar no joelho.
Ryan Francisco é outra possibilidade, embora o cenário seja diferente. O atacante, que também se machucou na temporada passada, ainda tenta reconstruir seu espaço.
A promessa são-paulina voltou aos gramados neste ano e acumulou minutos pela equipe sub-20, mas teve participação bastante limitada no profissional. Sua utilização contra o Bragantino seria, portanto, uma decisão mais ousada de Dorival.
Há ainda uma quarta possibilidade: mudar a estrutura do time. Em vez de colocar outro centroavante, Dorival pode deslocar Luciano para a referência do ataque e recorrer a um sistema com três zagueiros.
Luciano tem atuado mais recuado, próximo à função de camisa 10, nos últimos meses. A mudança alteraria não apenas o responsável pela finalização, mas também a maneira como o São Paulo ocuparia o campo.
A alternativa também permitiria ao treinador reforçar um setor que tem apresentado problemas recorrentes. O São Paulo vem sofrendo gols com frequência e demonstrou vulnerabilidade, sobretudo nas bolas aéreas.
A equipe vinha ainda atravessando uma sequência em que os gols sofridos se concentravam no segundo tempo. Contra a Chapecoense, porém, a história foi diferente: o time foi vazado antes do intervalo e não conseguiu reagir para evitar a derrota.
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