Rumo (RAIL3) tem lucro acima do esperado no 2º trimestre
A Rumo (RAIL3) divulgou nesta quarta-feira lucro líquido ajustado de R$ 688 milhões para o segundo trimestre, resultado 5,8% abaixo do obtido um ano antes, mas acima do esperado pelo mercado, segundo balanço divulgado pela empresa.
A maior operadora de logística ferroviária do Brasil teve um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 2,27 bilhões de abril ao final de junho, praticamente estável ante o desempenho do mesmo período de 2025.
Analistas, em média, esperavam que a Rumo apresentasse lucro líquido de R$ 526,4 milhões no segundo trimestre, com Ebitda de R$ 2,25 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG.
A companhia elevou o volume transportado no trimestre passado em 9,1% e a receita líquida cresceu 6,2%, a R$ 3,94 bilhões na comparação anual, em linha com as expectativas do mercado, de acordo com a LSEG.
Segundo a Rumo, o aumento no volume transportado veio “principalmente pelo crescimento da carteira de grãos” nas operações Norte, principal para a empresa, e Sul. Nos mercados do Mato Grosso e Goiás, a participação de mercado da transportadora cresceu dois pontos percentuais ante o segundo trimestre de 2025, para 41%, afirmou a Rumo. No Porto de Santos, a fatia foi de 50%, estável sobre um ano antes.
A empresa afirmou no balanço que as primeiras estimativas para a safra 2026/27, ainda sujeitas a incertezas que incluem o fenômeno climático El Niño, “apontam estabilidade para a soja brasileira, com produção e exportações em níveis semelhantes aos da safra atual”.
Já no milho, “as projeções preliminares indicam continuidade da expansão da área da segunda safra, impulsionada pela demanda doméstica, com acréscimo estimado em 200 mil hectares. Nesse cenário, produção e exportações devem permanecer próximas aos níveis atuais, com os estoques de passagem suprindo o aumento do consumo interno”, prevê a Rumo, segundo o balanço.
A companhia terminou o primeiro semestre com alavancagem financeira de 2,1 vezes dívida líquida sobre Ebitda ajustado ante 1,8 vez no final da primeira metade de 2025.
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