Petróleo fecha abaixo dos US$ 100, mesmo com ameaça econômica de Trump ao Irã
O preço do petróleo perdeu o ritmo de queda visto no início desta terça-feira (22) após o presidente dos EUA, Donald Trump, pedir o isolamento econômico total do Irã durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU.
Ele não deu sinais de que pretende retomar as negociações, mas disse acreditar que um acordo será fechado depois das eleições de meio de mandato nos EUA, em novembro.
O barril tipo Brent, referência internacional, caía 0,27%, a US$ 100,04, por volta das 12h40.
O tipo WTI, usado no mercado americano, perdia subia 0,06%, a US$ 95,84 o barril, no mesmo horário.
Mais cedo, o Irã havia sinalizado a possibilidade de retomar as negociações para pôr fim ao conflito, que já dura quase sete meses, com os presidentes dos dois países previstos para comparecer à ONU, em Nova York.
Uma autoridade iraniana de alto escalão disse que o Irã poderia reabrir o Estreito de Ormuz à navegação do Golfo em até sete dias, caso os EUA atendessem às exigências de Teerã de aliviar a pressão militar e suspender um bloqueio americano aos portos iranianos.
Segundo ela, Teerã transmitiu sua proposta mais recente a Washington, por meio de mediadores, na semana passada.
O secretário de Estado, Marco Rubio, disse ao programa "Today", da NBC, que os EUA estão abertos a conversar com os iranianos, "especialmente se houver perspectiva de levar a algo positivo e, no fim, alcançar o objetivo de tudo isso".
Mas, em um discurso combativo na ONU, Trump não deu nenhum sinal de disposição para ceder.
"Conclamo todas as nações a ajudar a fazer valer o isolamento econômico total do Irã", afirmou.
"Acredito que faremos um acordo logo depois da eleição, porque não faz sentido para eles não fazerem.
Eles estão esperando para ver como me saio nas eleições de meio de mandato." A autoridade iraniana havia dito antes à Reuters que os EUA deveriam "anunciar que querem resolver a questão pela via diplomática, oficializar isso e, então, acordar um cronograma".
"A Assembleia Geral da ONU é uma oportunidade de ouro para os EUA voltarem à diplomacia", afirmou.
Não há registro de encontros presenciais entre o Irã e os Estados Unidos desde julho, quando um entendimento sobre um acordo provisório para encerrar a guerra ruiu, semanas depois de assinado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.