Concerto pela Paz reúne música e reflexão no Teatro Nacional
A música ocupou espaço especial no Teatro Nacional Claudio Santoro , nessa segunda-feira (21/9), como um instrumento para uma reflexão sobre convivência, humanidade e paz.
Sob a regência do maestro Claudio Cohen , a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional apresentou o Concerto da Paz , na Sala Martins Pena, com participação de Maria Paula Fidalgo , embaixadora da paz.
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Também participaram da apresentação o Tutti Choir e os solistas Gabriela Ramos, Andréia Maulaz, Rafael Ribeiro e Gutemberg Amaral.
Mais do que reunir composições associadas à ideia de paz, a noite foi construída como uma sequência de reflexões.
Entre uma obra e outra, Maria Paula e Claudio Cohen contextualizaram o repertório e relacionaram a música a temas como memória, coragem, solidariedade e responsabilidade coletiva.
“Paz nas pequenas escolhas” Em um dos momentos mais marcantes da noite, Maria Paula levou a discussão para situações cotidianas.
Em vez de tratar a paz apenas como a ausência de guerras ou como simplesmente uma responsabilidade de governos e instituições, ela falou sobre o impacto das pequenas escolhas individuais no dia a dia.
“A paz não é apenas o silêncio das armas, é uma prática diária de respeito, de cuidado, que começa dentro de cada um de nós”, afirmou a embaixadora.
Ao longo do discurso, a atriz e apresentadora citou situações no trânsito, nas famílias, no ambiente de trabalho e nas redes sociais para defender que atitudes de respeito e escuta fazem parte da construção de uma cultura de paz.
Ela também abordou as divergências no campo político, ressaltando que discordâncias não precisam transformar pessoas em inimigas .
“Respeitar o outro não significa abandonar as nossas convicções, significa defender aquilo em que acreditamos sem abrir mão do principal, que é a humanidade ”, disse.
Introdução do Concerto da Paz por Maria Paula Fidalgo e o maestro Claudio Cohen Música, memória e coragem O repertório também passou por A Lista de Schindler, de John Williams.
Antes da execução, a apresentação recuperou a história de Oskar Schindler, que salvou mais de mil judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
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