Por que Shinobi III ainda é um dos melhores jogos de ninja já feitos
Quando a Sega decidiu trazer Joe Musashi de volta aos videogames com o excelente Shinobi: Art of Vengeance , a franquia recebeu uma oportunidade rara: voltar ao gênero que ajudou a definir nos anos 1980 e 1990.
Desenvolvido pela Lizardcube, o novo jogo recupera elementos visuais, inimigos, poderes e situações inspiradas nos capítulos clássicos, especialmente The Revenge of Shinobi e Shinobi III. A própria equipe afirmou que trabalhou com a Sega do Japão para preservar a identidade da série enquanto atualizava a experiência para os padrões modernos.
E existe um detalhe particularmente interessante nessa homenagem. Entre todos os capítulos da franquia, Shinobi III: Return of the Ninja Master continua sendo uma das maiores referências quando o assunto é jogo de ação 2D com ninjas.
Lançado para o Mega Drive em 1993, o jogo chegou quando o console já havia acumulado alguns anos de experiência e mostrou até onde a Sega conseguia levar seu hardware. Mais do que simplesmente melhorar os gráficos dos antecessores, Shinobi III refinou praticamente todos os aspectos da fórmula dos jogos de ninja.
Uma das maiores mudanças de Shinobi III em relação aos jogos anteriores está justamente na movimentação. Joe Musashi deixou de ser aquele ninja relativamente pesado e passou a se movimentar com muito mais velocidade. O personagem podia correr, realizar ataques durante o salto, deslizar pelo chão e utilizar paredes para alcançar novas áreas.
Essa mudança parece simples hoje, mas alterou completamente o ritmo da série. Em vez de apenas avançar lentamente enquanto eliminava inimigos, o jogador passou a ter muito mais possibilidades para controlar o espaço.
Joe podia correr em direção a um adversário, atacar, saltar sobre outro inimigo e continuar avançando quase sem interromper o movimento. O jogo começou a transmitir uma sensação muito mais próxima daquilo que imaginamos quando pensamos em um ninja cinematográfico: velocidade, precisão e movimento constante.
A velocidade, porém, não significa simplesmente sair correndo e apertando botões. Esse é um dos maiores méritos de Shinobi III.
Os inimigos são posicionados de maneira a obrigar o jogador a observar o ambiente. Alguns atacam de longe, outros aparecem de pontos específicos e muitos são colocados para interromper o avanço. Isso cria uma espécie de dança.
O jogador aprende a reconhecer padrões, escolher quando usar a espada, quando lançar shurikens e quando simplesmente continuar avançando. É um sistema que recompensa o domínio e a memorização dos padrões.
Quanto melhor você conhece Joe Musashi, mais bonito o jogo fica. Por fim, você começa a atravessar determinadas sequências sem praticamente parar. É nesse momento que o jogo deixa de parecer difícil e passa a parecer elegante.
Uma das cenas mais memoráveis é justamente a fase em que Joe Musashi atravessa o cenário montado a cavalo. Hoje pode parecer apenas uma mudança divertida de gameplay. Em 1993, porém, era também uma demonstração do que o Mega Drive conseguia fazer.
O cenário utiliza diversas camadas de parallax para criar profundidade, com montanhas, água, nuvens e outros elementos se movimentando em velocidades diferentes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.