Reportagem do NYT liga neto de Raúl Castro a cartel de contrabando mexicano
Raúl Castro estava em uma visita oficial de Estado em Paris há uma década, como presidente de Cuba, quando um guarda-costas corpulento em sua comitiva se destacou.
O homem mantinha-se tão próximo de Castro enquanto caminhavam pelo tapete vermelho no Palácio do Eliseu que um membro da guarda de honra francesa tentou puxá-lo para trás.
Até François Hollande, presidente da França na época, acenou para que ele recuasse.
O segurança que insistia em se inserir nas fotos oficiais não era outro senão o neto de Castro, Raúl G.
Rodríguez Castro, um coronel do Ministério do Interior.
Hoje, o guarda-costas antes praticamente desconhecido tornou-se uma figura-chave nas negociações de Cuba com os Estados Unidos, mesmo sem nunca ter ocupado um cargo público.
Seu nome chegou a ser mencionado como alguém que a administração Trump poderia achar aceitável como próximo líder de Cuba.
“Ele exemplifica como aquele governo opera”, disse Tim Rieser, assessor de política externa do ex-senador Patrick Leahy (D-VT), que encontrou Rodríguez Castro várias vezes.
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