Suzano (SUZB3) sobe com dólar alto, mas o que esperar das ações daqui para frente?
A Suzano ( SUZB3 ) ainda tem potencial de valorização mesmo após a forte alta registrada na segunda-feira (26) em meio à disparada do dólar, segundo o JPMorgan.
O banco calcula que as ações podem chegar a R$ 74,30, o que representa uma alta de 57% em relação ao fechamento considerado em sua análise, de R$ 47,40.
O relatório foi divulgado após uma sessão de forte aversão ao risco nos mercados brasileiros, marcada por uma queda de cerca de 14% do Ibovespa e pela primeira acionamento de mecanismos de circuit breaker desde 2020.
O dólar chegou a superar R$ 5,60 e encerrou o dia a R$ 5,42, com alta superior a 8% ante o fechamento anterior.
Nesse cenário, os papéis da Suzano avançaram cerca de 10%, beneficiados pela exposição cambial da companhia .
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Além do câmbio, o banco vê espaço para uma reavaliação das ações com a redução do endividamento e os ganhos de eficiência operacional.
Suzano ainda tem espaço para valorização, diz JPMorgan Em um dos exercícios de avaliação, o JPMorgan considerou o dólar a R$ 5,42 e aplicou um múltiplo de 6 vezes o valor da firma sobre o EBITDA (EV/EBITDA) projetado para 2027.
O cálculo resultou em um preço implícito de R$ 74,30 por ação, 57% acima da cotação de R$ 47,40 usada como referência.
Em uma segunda simulação, o banco calculou qual taxa de câmbio eliminaria o potencial de valorização dos papéis, mantendo o mesmo múltiplo.
Com a celulose de fibra curta a US$ 600 por tonelada, esse ponto de equilíbrio seria alcançado com o dólar a R$ 4,30, cerca de 21% abaixo da cotação à vista considerada.
Em um cenário mais conservador, com a celulose a US$ 550 por tonelada, o câmbio necessário para eliminar o potencial de alta seria de R$ 5,00 por dólar, aproximadamente 8% abaixo da cotação de referência.
Os cálculos reforçam, na avaliação do JPMorgan, que as ações continuam descontadas mesmo após a recuperação recente.
Em seu cenário-base, que considera dólar a R$ 5,18 e celulose a US$ 600 por tonelada, o banco vê potencial de valorização de cerca de 52% em relação aos níveis de preço considerados na análise.
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