Exposi��o a corpos muito magros prejudica autoimagem de adolescentes
Nayani Real e Rebeca Oliveira falam sobre anorexia, bulimia e outros transtornos alimentares e de imagem
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A exposição diária a imagens de pessoas excessivamente magras, especialmente figuras midiáticas, pode ser negativa para a autopercepção de adolescentes , segundo especialistas.
De acordo com a psiquiatra Mireille Coelho da Astral (Associação Brasileira de Transtornos Alimentares), o público nesta faixa etária tende a estar mais vulnerável a figuras de referência. Pessoas já adoecidas são mais impactadas pela cultura da magreza extrema de famosas.
"A naturalização do corpo com um peso muito abaixo do recomendado altera a visão da sociedade sobre o que é um peso saudável, porque a imagem corporal é uma construção", diz. A normatização da o corpo muito magro prejudica quem já está adoecido e pode afetar pessoas predispostas ao desenvolvimento de transtornos alimentares, seja por fatores genéticos ou outros.
A presidente do Conselho Federal de Psicologia Ivani Oliveira diz que a exposição contínua à imagem de magreza extrema gera um fenômeno de comparação disfuncional. Ela explica que pacientes que sofrem com essa pressão estética precisam de atendimento que fortaleça a compreensão da própria história. O objetivo é mostrar que é possível admirar atrizes, cantoras e outras referências pelos valores com que contribuem, sem adotá-las como padrão de autoimagem.
A maneira como entendemos a forma corporal tem dois aspectos: o técnico, que é aquilo que se enxerga, e o subjetivo, que é o que se tem na própria mente, segundo Mireille. A especialista diz haver teorias que consideram o impacto da sociedade na totalidade, de familiares e amigos próximos a figuras da mídia, como referências na construção das concepções do que é ou não considerado um corpo saudável ou belo.
Em pessoas com disforia de imagem , há uma interação diferente das áreas do cérebro e a autoimagem oscila conforme o humor, seja por impactos da rotina ou hormonais. Mesmo com acompanhamento psicológico, essa imagem pode levar anos para ser identificada, tratada e normalizada. Ela está entre os maiores causadores de recaídas em transtornos alimentares, como restrição e compulsão alimentar, compulsão por exercícios ou comportamentos que forcem a purgação .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.