PF mira esquema com criptomoedas e bloqueia R$ 100 milhões
A Polícia Federal deflagrou a Operação São Silvestre nesta quinta-feira (22/10).
A mobilização policial tem como foco desarticular grupos criminosos suspeitos de estruturar esquemas fraudulentos de investimentos por meio de plataformas digitais.
A apuração identifica práticas com características de pirâmide financeira, baseadas em ofertas de supostas aplicações em criptomoedas e de operações automatizadas executadas por robôs.
Na execução das medidas operacionais, policiais federais cumprem 12 mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pelo 3º Juízo da Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina.
O cumprimento dessas ordens atinge endereços situados em dez municípios brasileiros: Leia Mais Golpistas movimentam milhões com falsa empresa internacional Polícia desarticula esquema de golpes e lavagem de dinheiro no DF PF prende nove pessoas em esquema de criptoativos ilícitos no DF Blumenau/SC (2 mandados) Curitiba/PR (2 mandados) Florianópolis/SC (1 mandado) Pomerode/SC (1 mandado) Indaial/SC (1 mandado) Rio do Sul/SC (1 mandado) Álvares Machado/SP (1 mandado) Belo Horizonte/MG (1 mandado) Jaboatão dos Guararapes/PE (1 mandado) Recife/PE (1 mandado) Bloqueio de bens e valores A Justiça determinou o bloqueio patrimonial de bens e de valores pertencentes a 15 pessoas físicas e a 13 empresas investigadas.
A restrição estabelece a quantia limite de R$ 100 milhões.
A iniciativa judicial tem a finalidade de preservar o patrimônio localizado e assegurar a eventual reparação dos danos causados às vítimas das fraudes .
Os dados da investigação revelam que a captação fraudulenta atingiu investidores residentes em diversos estados do Brasil e também no exterior.
As atividades do grupo ocorreram no intervalo entre os anos de 2018 e 2020.
Cálculos das autoridades estimam que mais de 10 mil pessoas sofreram prejuízos financeiros com as operações do esquema.
Promessas de rentabilidade e crimes indiciados Para atrair participantes, as plataformas exibiam propostas de retornos incompatíveis com a realidade do mercado financeiro.
As promessas fraudulentas divulgavam índices atípicos de ganhos: rentabilidades diárias variando entre 2% e 3% ganhos mensais estipulados entre 10% e 70% Esses percentuais serviam frequentemente como artifício para atrair investidores para a captação ilegal.
Diante dos elementos reunidos, os investigados foram formalmente indiciados pela prática dos seguintes delitos: associação criminosa estelionato lavagem de dinheiro crimes contra o Sistema Financeiro Nacional crimes contra o mercado de capitais Investidores lesados em posse de documentação comprobatória sobre os aportes realizados podem colaborar com o trabalho policial.
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