Caso Alice: ex-padrasto que confessou ter matado adolescente é indiciado por feminicídio
Adolescente de 14 anos é morta a facadas e polícia investiga ex-padrasto por feminicídio Dez dias depois da morte de Alice Nitz, que foi morta a facadas, o ex-padrasto da adolescente, Wagno Arezi Henika, 40 anos, foi indiciado pelo crime de feminicídio.
O homem, a quem ela tratava como pai e que havia se separado recentemente da mãe dela, confessou o crime.
Alice foi encontrada sem vida no dia 17 de agosto na casa do ex-padrasto, em Encantado, no Vale do Taquari.
Ele foi preso preventivamente no dia 18. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O g1 procurou o advogado Márcio Arcari, que representa a defesa de Wagno Arezi Henika, mas ele não havia retornado até a última atualização desta reportagem.
O inquérito foi remetido ao judiciário pela Polícia Civil na última quinta-feira (27), conforme divulgado pela delegada Dieli Caumo, responsável pelo caso, nesta segunda-feira (31).
"Ele foi indiciado por feminicídio.
Mantivemos esse indiciamento em função dos elementos, dos indícios que nós colhemos, depoimentos de que realmente não foi vicaricídio", explica a delegada. 🔎 Vicaricídio: O crime, incluído no Código Penal em abril, tipifica a ação de matar alguém próximo a uma mulher com o objetivo de causar punição, sofrimento ou controle a ela.
Segundo a polícia, a vítima tratava o ex-padrasto como pai e continuava em contato com ele mesmo após a separação.
A adoelscente perdeu o pai ainda na infância e o padrasto, com quem a mãe iniciou um relacionamento quando ela tinha um ano de vida, tornou-se uma figura paterna.
Ainda conforme a delegada, a perícia não encontrou nenhum vestígio de violência sexual e confirmou que a morte foi causada por uma facada.
Em depoimento, o homem declarou à polícia que matou a ex-enteada durante uma discussão.
"Começou uma discussão e ele 'perdeu a cabeça', nas palavras dele", diz a delegada.
Conforme a Polícia Civil, Wagno exercia uma posição de controle sobre a jovem.
"Ele era bem rígido, quase beirando a uma violência psicológica, pelas informações das testemunhas", afirma a delegada.
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