Irã e Omã chegam a acordo sobre divisão de receitas de Ormuz
Irã e Omã chegaram a acordos sobre a divisão das receitas e das participações relacionadas ao Estreito de Ormuz, segundo o porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana, citado pela agência semioficial Tasnim.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (26), em meio às negociações entre os dois países para estabelecer uma nova rota temporária de navegação pelo estreito.
Segundo o porta-voz, os Estados Unidos estariam dificultando as negociações entre Irã e Omã, o que teria provocado atrasos no processo.
Leia Mais Como Irã e Omã têm interesses econômicos no Estreito de Ormuz O que sabemos sobre as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz Irã rejeita proposta de Omã para gestão conjunta do Estreito de Ormuz Países negociavam acordo Irã e Omã negociavam um acordo para criar temporariamente uma nova rota para navios que atravessam o Estreito de Ormuz, uma das principais vias marítimas para o transporte de petróleo no mundo.
Segundo um diplomata iraniano à CNN , o acordo prevê o fechamento da rota ao sul do estreito, que é autorizada pela ONU e acompanha a costa de Omã.
O Irã se opõe fortemente a esse canal.
A proposta também prevê a retirada de minas e a criação de uma passagem conjunta pelo estreito .
Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, os navios passariam pelas águas iranianas nos dois sentidos.
Ainda não está claro se os Estados Unidos aceitariam a nova rota.
Washington considera o Estreito de Ormuz uma área de águas internacionais e vem contestando as reivindicações de controle feitas pelo Irã.
Nas últimas semanas, apesar da afirmação de Teerã de que o estreito está fechado, aumentou o número de navios que atravessam a região, principalmente pelo canal ao sul, em águas de Omã.
O Irã já atacou dezenas de embarcações que tentaram usar essa rota.
Alguns navios, no entanto, decidiram ignorar as exigências iranianas e atravessar o estreito com a promessa de proteção da Marinha dos Estados Unidos.
Na segunda-feira (24), Washington também alertou empresas de transporte marítimo de que elas poderiam sofrer sanções ou outras penalidades mesmo se cumprissem pedidos de informações feitos por autoridades iranianas sobre as travessias.
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