Ibovespa volta a cair e amplia perdas após eleição e mercado aguarda decisão do Fed
O Ibovespa operava em queda de 1,33%, aos 173 369 pontos, nesta quarta-feira, 28, em meio à cautela dos investidores após a forte turbulência provocada pelo resultado das eleições presidenciais.
O dólar era negociado a 5,3402 reais, segundo cotação informada pelo analista Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, em um momento anterior do pregão.
O mercado também acompanha a decisão sobre os juros nos Estados Unidos, que será anunciada pelo Federal Reserve (Fed) nesta quarta-feira.
A Bolsa brasileira ainda tenta encontrar um ponto de equilíbrio depois do tombo registrado na segunda-feira, quando o Ibovespa acionou o circuit breaker pela primeira vez desde 2020.
Apesar de uma redução na intensidade das oscilações em relação ao primeiro pregão após a eleição, o ambiente permanece marcado por incertezas sobre a condução da política econômica no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, a desaceleração das perdas não significa necessariamente que o mercado tenha recuperado a confiança.
“A acomodação não significa fim da volatilidade.
Parte das vendas mais urgentes pode ter ocorrido, mas fundos ainda podem ajustar suas carteiras nos próximos pregões”, afirma.
Continua após a publicidade Segundo o especialista, o dólar tende a encontrar estabilidade antes das ações brasileiras porque responde mais rapidamente à diminuição da procura por proteção cambial.
Já a Bolsa precisa incorporar os efeitos dos juros elevados sobre o endividamento das companhias, o consumo e as perspectivas de lucro.
Isso significa que, mesmo após uma queda expressiva, determinadas ações não necessariamente se tornaram oportunidades de compra.
Com o aumento do custo de capital e a possibilidade de resultados corporativos mais fracos, os preços dos papéis podem passar por novas revisões.
Continua após a publicidade Outro fator de atenção é a política fiscal.
Sinalizações sobre a composição da equipe econômica, a trajetória da dívida pública e os gastos do governo podem provocar novas oscilações nos ativos brasileiros.
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