“Caraca, aconteceu”: recorde mundial de Piu emociona familiares e amigos
Piu bate recorde mundial nos 400 metros com barreira em etapa da Diamond League A quebra do recorde mundial dos 400 metros com barreiras por Alison dos Santos, o Piu, foi festejada a mais de 9 mil quilômetros de Zurique, na Suíça, onde o feito histórico foi alcançado na Diamond League.
Em São Joaquim da Barra (SP), cidade natal do atleta, familiares e amigos que acompanharam os primeiros passos do corredor comemoraram a marca de 45s80.
A irmã de Piu, Andrieli Alves dos Santos Cangerana, de 30 anos, acompanhou a prova e se emocionou à distância. - Eu vi na hora.
É muita emoção.
A gente ficou: “caraca, aconteceu” - disse.
Alison dos Santos celebra recorde mundial, em Zurique Reuters LEIA TAMBÉM +Alison dos Santos perseguia recorde e tempo na casa de 45s desde 2022 + Com Alison dos Santos, Brasil volta a bater recorde mundial no atletismo após 28 anos Andrieli e a família esperavam a quebra do recorde ao longo da carreira de Piu, mas foram pegos de surpresa com a prova na Suíça. - A expectativa dele eu não sei, mas a minha era que sim [da quebra do recorde].
Só que eu achei que ele ia fazer isso agora, dia 4 ou dia 5 de setembro [na etapa de Bruxelas, na Bélgica, da Diamond League].
Foi um susto, mas a gente já esperava - explicou.
"Corri junto" Ana Fidelis, a primeira treinadora do Piu e quem descobriu o talento dele no atletismo com barreiras no interior de São Paulo, também assistiu à prova, e se emocionou do começo ao fim. - Corri junto, como sempre, como todas as competições que ele participa, eu corri junto.
Eu gritei, eu chorei, eu tremi.
A sensação ainda continua a mesma, como se ele estivesse treinando aqui em São Joaquim da Barra - disse emocionada.
Ana Fidelis com Piu: treinadora se emocionou com quebra de recorde do pupilo Arquivo Pessoal/Ana Fidelis 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Aninha treinou Piu entre 2014 e o início de 2018.
Foi ainda durante esse período que começou a enxergar até onde o talento do jovem poderia levá-lo.
Em 2017, quando Alison disputou seu primeiro Mundial Sub-18, no Quênia, a treinadora teve a certeza de que ele precisava deixar São Joaquim da Barra para continuar evoluindo. - Em 2017, quando ele foi para o mundial, o primeiro mundial da vida dele lá no Quênia, ainda treinando comigo, eu falei pra ele: “você vai ser atleta olímpico”.
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